O inclassificável Ney Matogrosso

Por Oleno Netto

Divulgação

Algum apresentador de TV costuma dizer “quem sabe, faz ao vivo”. Provavelmente porque é assim que se pode vivenciar toda a energia do artista em voz, corpo e alma. Em seu novo show, “Inclassificáveis” (já lançado em DVD), Ney Matogrosso exibe sua excelência vocal e presença de palco que o consagraram como o maior artista pop que o Brasil já teve. Não é hitmaker, mas polêmico e performático, características raras quando se pensa em cantores brasileiros. Leia mais…

Karine Alexandrino

Por João Francisco

Definições à parte, Karine Alexandrino desponta do underground em Fortaleza para o cenário musical e midiático brasileiro. Eis que aporta usando perucas, apliques, cílios postiços e outros badulaques que compõem a “solteira producta”, persona inventada pela jovem e performática cantora. Sua aparição nos desperta para a sempre fervilhante safra de talentos do nordeste (que já nos deu recentemente o Montage, por exemplo) e, mais ainda, prova o potencial das novas mídias que vêm transformando os circuitos musicais no país. Em pouco tempo de carreira Karine conquistou a atenção do público em páginas de Fotolog, Myspace, Blogs e Orkut. Seu primeiro disco “Solteira Producta” (2002) foi lançado de forma independente e o segundo “Querem acabar comigo Roberto” (2004) saiu pela distribuidora paulista Tratore e é responsável por estimular a curiosidade em torno de Karine até mesmo na Europa. Os dois álbuns podem ser escutados no site da Trama Virtual. Leia mais…

Hipersônica: escutas e dispositivos coletivos multimidiáticos

Por Giuliano Obici

O Hipersônica, versão audiovisual em tempo real do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) que aconteceu no dias 5 e 6 de Novembro de 2005 em São Paulo propiciou uma experiência singular de imersão sonora e imagética. O evento reuniu na Casa das Caldeiras sete espaços de performance operados simultaneamente durante quase 12 horas ininterruptas.

Longe de ser comparado as tradicionais festas urbanas ou mostras de arte o Hipersônica se configurou em um ambiente multimidiático composto por aparatos tecnológicos onde a linguagem eletrônica se fez presente. Um possível presságio do que possa vir a se tornar os ambientes das festas, pubs, boates, teatros e galerias num futuro breve.

Passado algum tempo do evento em São Paulo, perguntas ainda ecoam a respeito do que representa à escuta uma mostra como o Hipersônica. Que lugar de escuta ele propicia? O que os meios eletrônicos possibilitam à percepção auditiva? Que tipo de implicação coletiva se produz? Tais perguntas podem não fazer sentido para alguns, no entanto, possibilitam pensar sobre o lugar que a percepção auditiva ocupa nos ambientes em que a tecnologia é utilizada com maior vigor. Leia mais…



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