Música no clima Capitu…

“If I was young,
I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight”

Assim começa a música-tema da minissérie Capitu, que casa perfeitamente com o clima das cenas e sintoniza qualquer ouvinte mais sensível com a paixão de Bentinho por Capitu… O nome da música é “Elephant Gun” do grupo Beitut.

Uma enorme Orquestra de metais? Música medieval? Música da Rússia? Feita por ciganos? “Folk medieval”? Nada disso (ou tudo isso), a banda é formada por jovens de 20 e poucos anos de Santa Fé, nos Estados Unidos. No palco são 19 instrumentos e 10 instrumentistas. Talvez daí venha a sensação de uma orquestra de metais.

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O inclassificável Ney Matogrosso

Por Oleno Netto

Divulgação

Algum apresentador de TV costuma dizer “quem sabe, faz ao vivo”. Provavelmente porque é assim que se pode vivenciar toda a energia do artista em voz, corpo e alma. Em seu novo show, “Inclassificáveis” (já lançado em DVD), Ney Matogrosso exibe sua excelência vocal e presença de palco que o consagraram como o maior artista pop que o Brasil já teve. Não é hitmaker, mas polêmico e performático, características raras quando se pensa em cantores brasileiros. Leia mais…

Sambajazzlatinoafricano

Johann Sauty

De sua boca flutuam tons em diferentes línguas e cores. Seus dedos sussuram cantos africanos, sambam Jobins, fumam charutos cubanos e improvisam New Orleans. Na bagagem ela leva alguns mestres: Herbie Hancock, Pat Metheny e Stanley Clarke. Foi violinista durante dez anos, há oito trocou o agudo pelo grave, e hoje surpreende o público com seus solos de contrabaixo. Deixou seu marco na Berklee - a maior escola de música do mundo - quando, aos vinte anos, tornou-se a instrutora mais nova da história da faculdade. Baixista, cantora e compositora, faz da sua voz um instrumento que duela contra seus próprios acordes. E tudo isso numa embalagem de beleza estonteante. Leia mais…

Vermelho Pimenta: Kate Pierson, o tempero do The B-52’s

Por Anna Paula Vencato

Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.

Eu confesso que às vezes não gosto de tudo do The B-52’s. Mas, ao mesmo tempo, tenho uma paixão sem fim. Em alguns momentos acho over demais, em outros é tudo o que eu preciso para colocar meus momentos e idéias nos trilhos. Talvez essa duplicidade dos sentimentos que desperta seja um charme a mais. Assim como a coisa de uma certa alegria que está arraigada nas músicas. E tem essa coisa quase fantasiosa, supermegaultracolorida, kitsch até, que fascina… e que parece ser especialmente temperada por Kate. Leia mais…

Uma velha novidade: Reverie Sound Revue

Por Maria de Fatima (Republika)

reverie sound revuePara este ano está previsto o lançamento do primeiro álbum da banda canadense de indie-dream-pop (esses rótulos marotos…) Reverie Sound Revue. A banda foi formada em 2002, desmantelada em 2004 e reunida em 2005. Durante todo esse tempo lançaram apenas um EP independente (com o mesmo nome da banda), que por sinal foi elogiadíssimo, mas encontra-se esgotado. Muitas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de seriados canadenses. Desde então, a bela Lisa Lobsinger (vocal), Patrick Walls (guitarra), o multi-funcional Marc De Pape (guitarra/sintetizadores), Bryce Gracey (baixo) e John-Marcel de Waal (bateria) vivem no processo interminável de gravação e finalização do tão aguardado disco, por conta da distância que os separa. Com base em três grandes centros urbanos (Calgary, Toronto e Vancouver), os moços e a moçoila viajam numa grande expressão de amor pela música. Leia mais…

o primeiro.

divulgaçãoComeçamos com a tão esperada estréia de Once (2006), em português “Apenas uma vez”, filme que comecei a resenhar há 3 meses e desde então ganhou Oscar de melhor canção e sua estréia no circuito nacional. Vamos começar pelo Oscar? A música da dupla Glen Hansard e Markéta Irglová merece todos os prêmios possíveis, é intensa, é sensível, é forte, tem boa letra, a voz de Glen e a energia que passa cantando e tocando violão e a forma como a voz e o piano de Markéta completam a música, merecem aquele “uau” arrebatador, sabe? É de tirar o fôlego. Mas como Oscar não foi, nem nunca será uma premiação do justo, realmente foi uma surpresa sua vitória. Mas prêmio bom mesmo foi o dado pelo público no Festival Sundance em 2007, além de outros 13 e mais 17 nomeações. Mais aqui. Leia mais…

Maré, nossa quase história de amor

divulgaçãoAh Maré… esperava tanto de você… Sendo definitivamente conquistada como fã de musicais depois de assistir Rent - meu divisor de águas -,  queria muito mesmo que esse Romeu e Julieta brasileiro funcionasse no cinema…

Vamos começar pela música. O filme peca na pesquisa musical, algo que poderia ser resolvido com a consulta a um musicólogo ou antropólogo da música. Faz muito tempo que não acompanho diretamente o movimento Hip Hop no Rio de Janeiro, mas desde que me entendo por pesquisadora, Funk é Funk e Hip Hop é Hip Hop. Leia mais…

Dose dupla de Joy Division no cinema

O filme Joy Division (2006), do diretor Grant Gee, exibido no festival É Tudo Verdade foi um dos mais disputados entre os documentários sobre música ou músicos.  Foi impossível não lembrar do filme Control (2007), exibido no Festival do Rio e Mostra de São Paulo em 2007, assistindo este filme. As narrativas eram eram muito próximas, sendo possível inclusive ver as cenas do Control na cabeça enquanto os depoimentos contavam a história do grupo.

Control foca na vida afetiva e emocional do vocalista e é baseado no biografia escrita pela esposa de Ian Curtis, vocalista da banda. Já o documentário foca mais num apanhado geral da situação política do país na época em que a banda surgiu, com um pouco mais de dose de realidade, como era de se esperar. Além disso, traça a história de vida da banda disco por disco e mostra muito bem a relação de Ian Curtis com os outros componentes do grupo, que posteriormente formaram o New Order.Eu diria que estes dois filmes formam um casamento perfeito de uma visão completa sobre o Joy Division, mas somente os dois juntos, porque o documentário tornou a narrativa do Control mais completa, e o Control humaniza mais os relatos do documentário. Leia mais…

Guia para Morrissey

Por Willy Moura

Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas coletâneas não lançadas no Brasil). Vale a ressalva prévia de que este texto se baseia apenas nas livres impressões de quem vos escreve, o que não é propriamente desprezível, considerando que seu fanatismo pela figura é tão grande quanto o dela pelo Manchester United.

Para entrar no clima, aperte o play enquanto lê o texto:

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VIVA HATE (Sire, 1988) ***
A imprensa detestou à época. Diziam que a anunciada parceria com o one-man-show Vini Reilly, do Durutti Column, revelou-se restrita a pouquíssimas faixas e que quem comandava mesmo a barca furada era o enjoadinho compositor e produtor Stephen Street. De fato, parecia mesmo um petardo fadado apenas a comprovar que as acirradas críticas ao derradeiro álbum dos Smiths, Strangeways, Here We Come (1987), eram exageradamente injustas. A esplendorosa introdução de Alsatian Cousin, abrindo o disco, não passava de alarme falso para um conjunto completamente irregular, salvo apenas pela força de Suedehead e Everyday Is Like Sunday, dois clássicos guardados no panteão de hits para a eternidade. Leia mais…

Howling Bells – Um Álbum além do esperado

[Por Guilherme Martins Costa


Duas guitarras tensas e de batidas constantes se fundindo em um som uniforme, com base em acordes limpos, representando uma corrida na busca por um refúgio. Ouve-se entrar uma voz feminina, segura de si mesma, trazendo uma melodia macia e encantadora, como se estivesse nos preparando para algo maior que está por vir. O clima, que já é o suficiente para fazer qualquer fã de boa música viajar distante, por lugares há tempos não visitados, se eleva quando aquela doce voz se mantém ao fim de um dos versos e os arranjos se suspendem, abrindo espaço para um delay alarmante e um baixo que entra forrando a sustentação do todo, os três anunciando a evolução do quadro previamente instalado. Instaura-se um sonho. Como se tivesse sido feita para um filme, “The Bell Hit”, faixa que abre o primeiro e homônimo álbum do grupo Howling Bells, nos convida para uma fuga do mundo cotidiano, com sua inventividade e influências que, se não forem cinematográficas, apenas Deus – ou quem sabe o Diabo – deve saber. Leia mais…



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