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	<title>Cafetina Eletroacústica &#187; resenhas</title>
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	<description>música, cinema, poesia, imagem, literatura e as mais variadas interlocuções...</description>
	<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 15:15:07 +0000</pubDate>
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		<title>Música no clima Capitu&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 03:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#8220;If I was young,
I&#8217;d flee this town
I&#8217;d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight&#8221; 
Assim começa a música-tema da minissérie Capitu, que casa perfeitamente com o clima das cenas e sintoniza qualquer ouvinte mais sensível com a paixão de Bentinho por Capitu&#8230; O nome da música é “Elephant Gun” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/beirut1.jpg"><img class="size-medium wp-image-276 alignright" title="beirut1" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/beirut1.jpg" alt="" width="163" height="238" /></a><em>&#8220;If I was young,<br />
I&#8217;d flee this town<br />
I&#8217;d bury my dreams underground<br />
As did I, we drink to die, we drink tonight&#8221; </em></p>
<p>Assim começa a música-tema da minissérie <a href="http://capitu.globo.com/" target="_blank">Capitu</a>, que casa perfeitamente com o clima das cenas e sintoniza qualquer ouvinte mais sensível com a paixão de Bentinho por Capitu&#8230; O nome da música é “Elephant Gun” do grupo Beitut.</p>
<p>Uma enorme Orquestra de metais? Música medieval? Música da Rússia? Feita por ciganos? &#8220;Folk medieval&#8221;? Nada disso (ou tudo isso), a banda é formada por jovens de 20 e poucos anos de Santa Fé, nos Estados Unidos. No palco são 19 instrumentos e 10 instrumentistas. Talvez daí venha a sensação de uma orquestra de metais.</p>
<p><span id="more-275"></span>Um dos instrumentos mais aparentes no som da banda é o trompete, que alimenta e muito o clima de música do leste Europeu. O instrumento é tocado por Zach Condon, o “cabeça” do grupo. Mas o principal instrumento de Zach é um ukulele, uma guitarrinha pequena havaiana com apenas 4 cordas. Ele passou a tocar este instrumento, depois de ter problemas no punho, e consequentemente seus movimentos reduzidos para braços de instrumentos de cordas mais longos, como a guitarra tradicional.</p>
<p>Apesar da música/banda parecer nova para a maior parte dos ouvintes, a canção faz parte de um EP lançado com o mesmo nome da música-tema da minissérie, “Elephant Gun” em 2007 e do disco lançado no mesmo ano de nome “The Flying Club Cup”.  Sem mais delongas, abaixo o video da música “Elephant Gun”.</p>
<p>Site Oficial: <a href="http://beirutband.com/" target="_blank">http://beirutband.com/</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/N-mqhkuOF7s&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/N-mqhkuOF7s&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ou escute a música:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>PS1: O video é incrivel! E a minissérie está de tirar o fôlego! Fazia tempo que a giganta da TV não fazia uma algo com uma arte tão absurdamente incrível. E a dupla Bentinho e Capitu jovens é bonequinho viu saltitando muito!</p>
<p>PS2: Ando assistindo TV demais! =P</p>
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		<title>O inclassificável Ney Matogrosso</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 18:19:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oleno Netto</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Oleno Netto

Algum apresentador de TV costuma dizer “quem sabe, faz ao vivo”. Provavelmente porque é assim que se pode vivenciar toda a energia do artista em voz, corpo e alma. Em seu novo show, “Inclassificáveis” (já lançado em DVD), Ney Matogrosso exibe sua excelência vocal e presença de palco que o consagraram como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Oleno Netto</strong></p>
<p><a title="ney_divulgacao2.jpg" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/08/ney_divulgacao2.jpg"><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/08/ney_divulgacao2.jpg" alt="Divulgação" width="120" height="181" align="right" /></a></p>
<p>Algum apresentador de TV costuma dizer “quem sabe, faz ao vivo”. Provavelmente porque é assim que se pode vivenciar toda a energia do artista em voz, corpo e alma. Em seu novo show, “Inclassificáveis” (já lançado em DVD), Ney Matogrosso exibe sua excelência vocal e presença de palco que o consagraram como o maior artista pop que o Brasil já teve. Não é hitmaker, mas polêmico e performático, características raras quando se pensa em cantores brasileiros.<span id="more-88"></span></p>
<p>Parte dos espetáculos do Cabaré do FILO (Festival Internacional de Londrina) – festival de teatro que acontece anualmente no mês de Junho –, só se ouvia falar do show de Ney Matogrosso, desde que as atrações deste ano (Elza Soares, Fernanda Takai, etc) foram divulgadas. Adolescentes falavam “daquela bicha” que vinha fazer show e seus pais queriam ver. Soube de marido dizendo à esposa que o Ney era o único cara com o qual iria pra cama. Além de, claro, mulheres ensandecidas com a vinda “do cara”.</p>
<p>Foram duas noites de ingressos esgotados e estavam todos lá: os adolescentes; os loucos; os esposos; as mulheres; as bichas; as sapas; os velhos e as velhas. Mil e oitocentas pessoas sedentas pela  arte de Ney.</p>
<p>O exuberante figurino assinado por Ocimar Versolato, adorna a interpretação marcante das canções e o gestual sexual do cantor.  Um cenário sem grandes apelos tecnológicos e tudo a servir à sua performance. Acompanhado de uma banda muito competente, destaque para os vocais e carisma do guitarrista Junior Meirelles, e produzido pelo ex-integrante dos Secos e Molhados, João Mario Linhares.</p>
<p>Ao vivo entende-se porque Ney Matogrosso é tido como um dos maiores, se não o maior, performer brasileiro. Se hoje em dia sua figura andrógena ainda impressiona, espanta e causa admiração, dá pra se concluir que não é exagero quando se lê que os “Secos”,banda que revolucionou o conceito de espetáculo, está servindo até hoje de inspiração para artistas mundo afora. Grande parte dos créditos disso são de seu frontman, Ney Matogrosso.</p>
<p>Alternando sucessos da carreira solo com músicas inéditas (do CD homônimo), Ney fez justiça a sua fama e levou a platéia histérica a loucura. Já fui a muitos shows e pouquíssimas vezes vi a coisa inflamar daquele jeito. Ana Carolina quer comer a Madonna e ali todos queriam comê-lo. Com boa forma física e vocal, aos 66 anos, sem travar um único diálogo com o público, disse através de suas músicas tudo que suas palavras jamais poderiam precisar. Superou as mais altas expectativas e pôs por terra as afirmações de João Ricardo, principal compositor do Secos e Molhados, quando disse recentemente que Ney não havia feito mais nada de interessante depois da banda. Pura dor de cotovelo.</p>
<p>No palco, o verdadeiro habitat deste pavão misterioso, Ney Matogrosso confirmou que está além de figuras míticas da nossa cultura pop ao se colocar ativo em sua arte, sem preocupações em ser parte de um único gênero, de ser simplesmente um ícone ou uma diva. Trata-se de algo pré-qualquer-adjetivo-fugaz, uma matéria lapidada e ainda assim bruta, tão único, que só poderia ser chamado de inclassificável.</p>
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		<title>Sambajazzlatinoafricano</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 18:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiza porto</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[

De sua boca flutuam tons em diferentes línguas e cores. Seus dedos sussuram cantos africanos, sambam Jobins, fumam charutos cubanos e improvisam New Orleans. Na bagagem ela leva alguns mestres: Herbie Hancock, Pat Metheny e Stanley Clarke. Foi violinista durante dez anos, há oito trocou o agudo pelo grave, e hoje surpreende o público com seus solos de contrabaixo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Johann Sauty" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/esperanza4.jpg"></a></p>
<p><a title="Johann Sauty" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/esperanza1.jpg"><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/esperanza1.jpg" alt="Johann Sauty" /></a></p>
<p>De sua boca flutuam tons em diferentes línguas e cores. Seus dedos sussuram cantos africanos, sambam Jobins, fumam charutos cubanos e improvisam New Orleans. Na bagagem ela leva alguns mestres: Herbie Hancock, Pat Metheny e Stanley Clarke. Foi violinista durante dez anos, há oito trocou o agudo pelo grave, e hoje surpreende o público com seus solos de contrabaixo. Deixou seu marco na Berklee - a maior escola de música do mundo - quando, aos vinte anos, tornou-se a instrutora mais nova da história da faculdade. Baixista, cantora e compositora, faz da sua voz um instrumento que duela contra seus próprios acordes. E tudo isso numa embalagem de beleza estonteante. <span id="more-84"></span></p>
<p>Com tanta coisa assi<a title="Johann Sauty" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/esperanza1.jpg"></a>m, é quase impossível imaginar que ela tem apenas vinte e três anos - de idade, pois acredito que de alma e experiência sejam mais ou menos uns cento e cinquenta e sete. O nome é Esperanza Spalding, o novo talento prodígio do jazz mundial.</p>
<p><a title="Johann Sauty" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/esperanza1.jpg"></a></p>
<p>Em janeiro de 2006 deu o ar da graça por aqui, acompanhando Roberto Fonseca (pianista cubano que ficou conhecido por se apresentar com Ibrahim Ferrer, do Buena Vista Social Club) e há pouco, Esperanza confirmou presença no Tim Festival 2008, para apresentar seu trabalho solo.</p>
<p>E no intuito de amenizar a espera e deixar um gostinho a mais, selecionei três músicas do disco Esperanza: Ponta de Areia, de Milton Nascimento; Samba em Prelúdio, de Baden Powell e Vinícius de Morais; e I Know You Know, de sua autoria, um rhythm and blues jazzístico com um pezinho no samba. Confuso? Bom, ouça aqui e tire suas próprias conclusões:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>Saiba mais sobre ela no site oficial <a href="http://www.esperanzaspalding.com">Esperanza Spalding</a> ou pelo <a href="http://www.myspace.com/esperanzaspalding">Myspace</a>.</p>
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		<title>Vermelho Pimenta: Kate Pierson, o tempero do The B-52&#8217;s</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Anna Paula Vencato
Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.
Eu confesso que às vezes não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a title="web_b52s.jpg" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/web_b52s.jpg"></a>Por Anna Paula Vencato</strong></p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/web_b52s.jpg" border="0" alt="" width="220" height="212" align="right" />Aproveitando que o The B-52’s após um recesso de 16 anos acaba de lançar um novo álbum, Funplex, queria falar um pouco sobre Kate Pierson, a vocalista dos cabelos vermelhos marcantes e dancinhas pra lá de memoráveis, que completa 60 anos no próximo dia 27 de abril.</p>
<p>Eu confesso que às vezes não gosto de tudo do The B-52’s. Mas, ao mesmo tempo, tenho uma paixão sem fim. Em alguns momentos acho <em>over</em> demais, em outros é tudo o que eu preciso para colocar meus momentos e idéias nos trilhos. Talvez essa duplicidade dos sentimentos que desperta seja um charme a mais. Assim como a coisa de uma certa alegria que está arraigada nas músicas. E tem essa coisa quase fantasiosa, <em>supermegaultracolorida</em>, <em>kitsch</em> até, que fascina&#8230; e que parece ser especialmente temperada por Kate.<span id="more-54"></span></p>
<p>Além de ser uma das vocalistas do B-52’s, o que já dispensa comentários, ela tem outras participações marcantes em músicas, como na música <strong>“Candy”, de Iggy Pop</strong> (1990) - acreditem ou não, a parceria era prá ser com <strong>Chrissie Hynde</strong>, do <strong>The Pretenders</strong>, que acabou impossibilitada de participar e foi substituída por Kate - e &#8220;Country Feedback&#8221;, &#8220;Me In Honey&#8221;, &#8220;Fretless&#8221; e, especialmente, <strong>“Shinny Happy People</strong>”, do <strong>REM </strong>(todas de 1991).</p>
<p>Para quem quiser um aproveitar um pouco mais de Kate Pierson, vale conferir seu recente projeto, o grupo <strong>NiNa</strong>, que é desenvolvido conjuntamente com a cantora japonesa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yuki_Isoya" target="_blank">Yuki Isoya</a>.</p>
<p>Ainda, é possível encontrar uma participação dela no álbum “Lost Songs Of Lennon &amp; McCartney - From A Window” (tem pra vender no Brasil), lançado em 2003, no qual ela interpreta as canções “I’m In Love”, “Love of the Loved”, “Nobody I Know” e “Step Inside Love” (esta última junto com o Johnny Society).</p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/funplex.jpg" border="0" alt="" width="210" height="210" align="left" />Encerrando a parte sobre musiquinhas, eu já estava quase esquecendo de dizer que o single de <strong><em>Funplex</em></strong>, além da versão original da música, conta com os <strong>remixes de Cansei de Ser Sexy, Scissor Sisters e Peaches</strong>).</p>
<p>E para quem estiver dando uma volta pelos Estados Unidos, mais precisamente pelo estado de Nova Iorque, Kate tem uma pousada “gay friendly” chamada “Kate&#8217;s Lazy Meadow Motel”, com uma decoração que lembra muito o estilo over-colorido e anos 50 do B-52’s.</p>
<p><strong>+ sobre Kate e banda:</strong></p>
<p><a href="http://rraurl.uol.com.br/cena/5102/The_B_52s___Funplex" target="_blank">Resenha no Rraurl.com sobre o álbum Funplex</a></p>
<p><a href="http://site.rraurl.com/resenhas/4910/The_B_52_s_Wild_Planet" target="_blank">Resenha de Claudia Assef sobre o clássico álbum Wild Planet<br />
</a></p>
<p><a href="http://www.myspace.com/theb52s" target="_blank">Myspace do B-52’s<br />
</a></p>
<p><a href="http://www.theb52s.com/" target="_blank">Página Oficial do B-52’s</a></p>
<p><a href="http://www.myspace.com/b52katepierson" target="_blank">Myspace da Kate Pierson </a></p>
<p><a href="http://www.lazymeadow.com/" target="_blank">Kate&#8217;s Lazy Meadow Motel</a></p>
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		<title>Uma velha novidade: Reverie Sound Revue</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 14:34:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>maria de fatima</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aleatórios]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Maria de Fatima (Republika)

Para este ano está previsto o lançamento do primeiro álbum da banda canadense de indie-dream-pop (esses rótulos marotos&#8230;) Reverie Sound Revue. A banda foi formada em 2002, desmantelada em 2004 e reunida em 2005. Durante todo esse tempo lançaram apenas um EP independente (com o mesmo nome da banda), que por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Maria de Fatima </strong>(<a href="http://republikaonline.blogspot.com">Republika</a>)<strong><br />
</strong></p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/l_eb5057538f9d3ab6b0d53823dc60044e.png" border="0" alt="reverie sound revue" hspace="3" vspace="3" width="300" height="168" align="left" />Para este ano está previsto o lançamento do primeiro álbum da banda canadense de indie-dream-pop (esses rótulos marotos&#8230;) <strong>Reverie Sound Revue</strong>. A banda foi formada em 2002, desmantelada em 2004 e reunida em 2005. Durante todo esse tempo lançaram apenas um EP independente (com o mesmo nome da banda), que por sinal foi elogiadíssimo, mas encontra-se esgotado. Muitas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora de seriados canadenses. Desde então, a bela Lisa Lobsinger (vocal), Patrick Walls (guitarra), o multi-funcional Marc De Pape (guitarra/sintetizadores), Bryce Gracey (baixo) e John-Marcel de Waal (bateria) vivem no processo interminável de gravação e finalização do tão aguardado disco, por conta da distância que os separa. Com base em três grandes centros urbanos (Calgary, Toronto e Vancouver), os moços e a moçoila viajam numa grande expressão de amor pela música.<span id="more-45"></span></p>
<p>A banda alega que não tem intenção de fazer shows em virtude do novo disco, mais uma vez por conta da distância entre cada um. Contudo, há boatos acerca de possíveis apresentações no Japão. Uma tour por lá bem que não seria problema para Lisa, já que participou recentemente de uma turnê mundial pilotando o microfone para o sensacional <strong>Broken Social Scene</strong>.</p>
<p>O novo disco (ainda sem nome) tem 12 faixas previstas, e uma versão não finalizada de uma delas – <strong>An Anniversary Away</strong> – pode ser baixada diretamente do <strong><a href="http://www.reveriesoundrevue.net/">site da banda</a></strong> juntamente com o vídeo, que conta com uma versão para assistir na tela do computador e outra para iPod. O vídeo foi produzido pelo próprio Marc De Pape. Vale a pena conferir.</p>
<p>Para quem não conhece o som da banda e gostaria de um breve resumo, dá para dizer que os vocais de Lisa chegam a lembrar por vezes os de Nina Persson dos Cardigans, que a moça cativa não só pela beleza como também por essa mesma voz que parece sair sem o menor esforço, contudo demonstrando forte intensidade e potência. Dá para sentir um ar Stereolab em alguns momentos. Não é uma banda de virtuosos. Os arranjos são feitos na medida, sem exageros, com a preocupação de que cada elemento sonoro tenha seu lugar, ao invés de competir entre si. Eles têm um pezinho no Brit-pop dos anos 80 e mesclam essa levada pop com divisões melódicas com seu quê de complexidade. É um som bem dançante e forte, com a bateria muitíssimo bem executada e quebrando tudo.</p>
<p>Se você se interessou pela banda e quer ouvir mais, é possível baixar musicas através de um site mantido por um fã, já que não há, por hora, meios de comprar o EP esgotado e o LP novo não vem. O link segue abaixo. Divirtam-se!<br />
<a href="http://www.angelfire.com/indie/rsr/"><br />
<strong>Ouça Reverie Sound Revue</strong></a>.</p>
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		<title>o primeiro.</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 03:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Começamos com a tão esperada estréia de Once (2006), em português “Apenas uma vez”, filme que comecei a resenhar há 3 meses e desde então ganhou Oscar de melhor canção e sua estréia no circuito nacional. Vamos começar pelo Oscar? A música da dupla Glen Hansard e Markéta Irglová merece todos os prêmios possíveis, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/once2.jpg" border="0" alt="divulgação" width="280" height="195" align="left" />Começamos com a tão esperada estréia de <strong>Once</strong> (2006), em português “<strong>Apenas uma vez</strong>”, filme que comecei a resenhar há 3 meses e desde então ganhou Oscar de melhor canção e sua estréia no circuito nacional. Vamos começar pelo <strong>Oscar</strong>? A música da dupla <strong>Glen Hansard</strong> e <strong>Markéta Irglová</strong> merece todos os prêmios possíveis, é intensa, é sensível, é forte, tem boa letra, a voz de Glen e a energia que passa cantando e tocando violão e a forma como a voz e o piano de Markéta completam a música, merecem aquele “uau” arrebatador, sabe? É de tirar o fôlego. Mas como Oscar não foi, nem nunca será uma premiação do justo, realmente foi uma surpresa sua vitória. Mas prêmio bom mesmo foi o dado pelo público no <strong>Festival Sundance</strong> em 2007, além de outros 13 e mais 17 nomeações. Mais <a href="http://www.imdb.com/title/tt0907657/awards" target="_blank">aqui</a>.<span id="more-43"></span></p>
<p>Eu esperei muito por esse filme. Descobri há meses através um trailer pela internet e desde então vinha esperando alguma notícia que fosse download, festival, cinema, dvd, qualquer coisa. Finalmente em novembro ou dezembro, ele surgiu em locadoras da cidade em dvd área 1, que são os dvds com legenda em inglês ou outro idioma que não o português, vindos diretamente dos Estados Unidos, quase que clandestinamente.</p>
<p>Pra quem não sabe, este filme foi feito com baixíssimo orçamento, apenas duas câmeras e dois atores estreantes, que na verdade são músicos. O que tem de especial nisso? É que boa parte das cenas musicais foram gravadas no ato, ou seja, todas com certo grau de improvisação.</p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/once1.jpg" border="0" alt="divulgação" width="250" height="141" align="right" />A cena principal do filme, que é o momento em que a “mocinha” (eles não tem nome no filme, somente a filha da “mocinha”) leva o “rapaz” até a loja de instrumentos em que um senhor bonzinho a deixa tocar seus pianos na hora de almoço. O “rapaz” mostra os acordes para a “moça” (da música &#8220;Falling Slowly), coloca a letra na frente do piano e a partir daí tudo que foi registrado dessa parceira está no filme, com a energia daquela interação, daquele momento, quase 100% ao vivo. Cena belíssima. É necessário falar, refrisar, repetir muito que Glen Hansard é surpreendente como músico e intérprete. Fazia tempo que não via alguém cantar com tanta verdade, tanta intensidade.</p>
<p>Quem trouxe Markéta Irglová ao filme foi Glen, que ao ser convidado pelo diretor John Carney para compor 3 músicas para o filme, indicou a pianista quando foi questionado por alguém para o papel da “moça”. A interação e conexão dos dois, que é incontestável, foi logo percebida pelo diretor e daí surgiu o filme. Eu diria que daí surgiu o filme, porque a simplicidade é o que norteia esse filme. Explico. Um exemplo disso seria o fato de que os diálogos não foram dados prontos aos atores/músicos, e foi ai que acredito que o diretor se surpreendeu com Markéta, que se mostrou com um senso de humor delicioso e com falas que dá vontade de ter escrito, uma surpresa realmente. O diretor <strong>John Carney</strong>, que também é músico, fez questão de escrever uma história que coubesse num cartão postal. O que teria escrito nesse postal? Músico que toca na rua para mostrar seu trabalho e ganhar uns trocados, em recuperação de uma traição da namorada por quem ainda é apaixonado (inspiração de suas músicas), mas que mora em Londres (o filme se passa na Irlanda), conhece moça que insistentemente tenta ser sua amiga e o incentiva a gravar seu disco e expor suas músicas. Cabe num postal certo? O resumo é bem este mesmo, e os detalhes que prefiro não entrar muito, também caberiam no mesmo postal, acredite.  Tudo muito simples.</p>
<p>Todas as músicas são incríveis. É um musical sem o formato de musical, mas com 80% de sua essência em música. É e será sempre um dos meus filmes favoritos da vida (junto do também musical “Les Chanson D’amour” de 2007, do diretor Christophe Honoré). Como uma amiga disse, é um filme que termina com um começo e que te dá a sensação de ter passado um dia conversando com amigos.</p>
<p>Te convenci? Vá ao cinema, não perca, já está em cartaz. Mas aviso, a cópia não é lá das melhores, ou dei um azar tremendo com projetor, mas a sala de cinema do Vivo Gávea exibiu uma cópia bem amarelada perto das cores do dvd que já havia assistido, além de definição duvidosa&#8230; A outra dica é, se começar o filme e a música não estiver alta, levante e peça para aumentar, porque é para ser assistido com volume!</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_Jxs6RwbVe0&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/_Jxs6RwbVe0&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Maré, nossa quase história de amor</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 20:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ah Maré… esperava tanto de você… Sendo definitivamente conquistada como fã de musicais depois de assistir Rent - meu divisor de águas -,  queria muito mesmo que esse Romeu e Julieta brasileiro funcionasse no cinema…
Vamos começar pela música. O filme peca na pesquisa musical, algo que poderia ser resolvido com a consulta a um musicólogo ou antropólogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="mare1.jpg" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/mare1.jpg"></a><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/mare1.jpg" border="0" alt="divulgação" width="200" height="133" align="left" />Ah Maré… esperava tanto de você… Sendo definitivamente conquistada como fã de musicais depois de assistir Rent - meu divisor de águas -,  queria muito mesmo que esse Romeu e Julieta brasileiro funcionasse no cinema…</p>
<p>Vamos começar pela música. O filme peca na pesquisa musical, algo que poderia ser resolvido com a consulta a um musicólogo ou antropólogo da música. Faz muito tempo que não acompanho diretamente o movimento Hip Hop no Rio de Janeiro, mas desde que me entendo por pesquisadora, Funk é Funk e Hip Hop é Hip Hop.<span id="more-35"></span></p>
<p>É claro que atualmente as delimitações entre os estilos musicais tendem a ser mais frouxas, mas o filme mistura tudo! Quase dizendo que são o mesmo estilo. Discordo. Sem entrar muito no assunto, só queria deixar bem claro que Funk e Hip Hop têm públicos diferentes, objetivos diferentes, ideais diferentes, festas diferentes. Podem sim “trocar idéia”, afinal a break dance passa por todos estes estilos, do Hip Hop ao Charme, mas que estão longe de ser uma trilha sonora única. Não sei se meu exemplo facilita ou complica, mas é como dizer que Eletro e Trance dividem o mesmo espaço, quase um crime contra a diversidade de público e estilos da música eletrônica, que até num âmbito mais completo, poderia também incluir o funk, o hip hop, o charme… Essa discussão dá um livro&#8230;</p>
<p>Voltando ao filme, fiquei particularmente incomodada com algumas (muitas) cenas onde os rappers do Grupo Nação Maré narram a história. São muito repetitivas… A primeira foi divertida, a segunda boa, a terceira “de novo?”, daí por diante… chatas. Deixando claro que não é culpa dos rappers, mas da idéia mesmo do roteiro, que se perdeu um pouco.</p>
<p>O casal Analídia e Jonatha, interpretado pelos atores Vinicius D’black e Cristina Lago, nossos Romeu e Julieta, são uma graça. Lindos, combinam juntos, dançam pra caramba, cantam, mas são fracos como atores e deixam muito a desejar.</p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/mare3.jpg" border="0" alt="divulgação" width="200" height="133" align="right" />Aí veio o momento em que o filme perdeu de vez minha simpatia&#8230; Acontece um excesso de estigmatização da dicotomia &#8220;favela X zona sul&#8221;, com uma cena onde os jovens da Maré chegam na praia, e os jovens da zona sul, amedrontados com aquele grupo perfeitamente tranquilo da periferia, agarram suas coisas e partem rapidamente para outro ponto da praia. Eu nunca vi essa cena, nem ouvi falar, pelo menos não do jeito que retratou o filme. Fiquei indignada. Ah, mas é ficção… É sim, mas é também imagem brasileira sendo levada pra fora. Essa cena só não é pior que outra, de um baile funk, onde todos os bandidos dançam com suas metralhadoras e armas pra cima. E não são poucas armas, nem poucos bandidos&#8230;. Aquele que pensa que isso é o comum dos bailes funks cariocas que dê o primeiro tiro…</p>
<p>E para não dizer somente aspectos negativos - porque como eu disse no início, eu queria muito ter gostado desse filme-, diria que a atuação de Anjo Lopes é o grande destaque. Espero ver esse rapaz muito no cinema, na televisão e no teatro, porque tem talento demais.</p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/mare2.jpg" border="0" alt="divulgação" width="200" height="133" align="left" />Agora se tem uma coisa que o filme faz com você, é ter vontade de sair pra dançar. Ainda bem que teve uma festa em seguida da exibição, porque seria impossível não sacudir os esqueletos depois de ver tantas coreografias por dançarinos absolutamente maravilhosos, este sim, ponto mais que positivo do filme. A música “O racha” de Kako do Hip Hop, interpretada por ele e Vinicius D’black é um dos auges musicais do filme, gruda feito chiclete na cabeça…</p>
<p>Gringo Cardia faz as cores do filme maravilhosas e todo o “espírito de projeto social” de Lucia Murat (a diretora) com os jovens é de tirar o chapéu, grande iniciativa, mas fico com a impressão que tudo ficaria muito melhor num palco de teatro, várias falhas se reduziriam…</p>
<p>Valeu a tentativa. Que Maré seja um começo para mais musicais genuinamente brasileiros no cinema daqui por diante…</p>
<p>Assista ao trailer:</p>
<p>
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S4R8bM4MHaA&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/S4R8bM4MHaA&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Dose dupla de Joy Division no cinema</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 19:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme Joy Division (2006), do diretor Grant Gee, exibido no festival É Tudo Verdade foi um dos mais disputados entre os documentários sobre música ou músicos.  Foi impossível não lembrar do filme Control (2007), exibido no Festival do Rio e Mostra de São Paulo em 2007, assistindo este filme. As narrativas eram eram muito próximas, sendo possível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="sam-riley.jpg" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/sam-riley1.jpg"></a>O filme <strong>Joy Division</strong> (2006), do diretor<strong> Grant Gee</strong>, exibido no festival <a href="http://www.itsalltrue.com.br/" target="_blank">É Tudo Verdade</a> foi um dos mais disputados entre os documentários sobre música ou músicos.  Foi impossível não lembrar do filme <strong>Control </strong>(2007), exibido no <strong>Festival do Rio</strong> e <strong>Mostra de São Paulo</strong> em 2007, assistindo este filme. As narrativas eram eram muito próximas, sendo possível inclusive ver as cenas do <em>Control</em> na cabeça enquanto os depoimentos contavam a história do grupo.</p>
<p><em>Control</em> foca na vida afetiva e emocional do vocalista e é baseado no biografia escrita pela esposa de <strong>Ian Curtis</strong>, vocalista da banda. Já o documentário foca mais num apanhado geral da situação política do país na época em que a banda surgiu, com um pouco mais de dose de realidade, como era de se esperar. Além disso, traça a história de vida da banda disco por disco e mostra muito bem a relação de <strong>Ian Curtis</strong> com os outros componentes do grupo, que posteriormente formaram o <strong>New Order</strong>.Eu diria que estes dois filmes formam um casamento perfeito de uma visão completa sobre o <em>Joy Division</em>, mas somente os dois juntos, porque o documentário tornou a narrativa do <em>Control</em> mais completa, e o <em>Control</em> humaniza mais os relatos do documentário.<span id="more-31"></span></p>
<p><img src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/04/Ian%20Curtis.jpg" border="0" alt="Ian Curtis" width="1" height="1" align="right" /><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/ian-curtis.jpg" border="0" alt="Ian Curtis" width="200" height="247" align="right" />Eu que não conhecia tanto a imagem do grupo, principalmente de <em>Ian Curtis</em>, fiquei bastante impressionada com a expressão corporal do cantor no palco. Parece mesmo outra pessoa, até mesmo com outras feições se comparadas com susa imagens fora do palco. Nunca tinha visto algo tão surpreendente nesse sentido. A energia de <em>Ian Curtis</em> no palco e aquela dança, aqueles movimentos, foram pra mim a mais completa imagem de um transe musical do universo pop/rock. Colocar o rosto e os gestos de <em>Ian </em>na cabeça tornam o trabalho do <em>Joy Division</em> mais prazeroso ainda de ouvir.<a title="ian-curtis-filme.bmp" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/ian-curtis-filme.bmp"></a></p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/sam-riley1.jpg" border="0" alt="Sam Riley" width="200" height="128" align="left" />E ai o que me impressionou mais ainda no filme, por isso que digo que um filme ajuda o outro, o ator que fez o papel de <em>Ian Curtis</em>, assim como seus prováveis preparadores físicos, fizeram um trabalho fantástico, <strong>Sam Riley</strong> é Ian, e a semelhança está longe de ser somente física. Vale destacar também as reproduções das apresentações do <em>Joy Division</em> no <em>Control</em>, que estão muito próximas do que realmente aconteceu. Algumas delas podem ser vista no documentário, muitas até mesmo com ângulo de câmera bem parecido.</p>
<p>Os dois filmes têm estréia prevista para o mesmo dia: <strong>16 de maio</strong>.</p>
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		<title>Guia para Morrissey</title>
		<link>http://www.cafetinaeletroacustica.com/200607/05/guia-para-morrissey/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 13:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[arquivo]]></category>

		<category><![CDATA[resenhas]]></category>

		<category><![CDATA[rock]]></category>

		<category><![CDATA[discografia morrissey]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Willy Moura
Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Willy Moura</strong></p>
<p>Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas coletâneas não lançadas no Brasil). Vale a ressalva prévia de que este texto se baseia apenas nas livres impressões de quem vos escreve, o que não é propriamente desprezível, considerando que seu fanatismo pela figura é tão grande quanto o dela pelo Manchester United.</p>
<p>Para entrar no clima, aperte o play enquanto lê o texto:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-300" title="morrisey1" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey1.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>VIVA HATE (Sire, 1988) </strong>***<br />
A imprensa detestou à época. Diziam que a anunciada parceria com o one-man-show Vini Reilly, do Durutti Column, revelou-se restrita a pouquíssimas faixas e que quem comandava mesmo a barca furada era o enjoadinho compositor e produtor Stephen Street. De fato, parecia mesmo um petardo fadado apenas a comprovar que as acirradas críticas ao derradeiro álbum dos Smiths, Strangeways, Here We Come (1987), eram exageradamente injustas. A esplendorosa introdução de Alsatian Cousin, abrindo o disco, não passava de alarme falso para um conjunto completamente irregular, salvo apenas pela força de Suedehead e Everyday Is Like Sunday, dois clássicos guardados no panteão de hits para a eternidade. <span id="more-299"></span>No entanto, o tempo passou, a obra dos Smiths demonstrou-se tão incomparável quanto a seleção brasileira de 70, e a mediocridade do pop e rock britânicos de anos seguintes revelou-se, este sim, parâmetro apropriado para considerar esta obra, no mínimo, aprazível e historicamente importante. É fundamentalismo extremado negar beleza a pérolas como Ordinary Boys, Break Up The Family ou Bengali In Platforms. Está disponível uma edição nacional com várias faixas-bônus gostosas extraídas de singles, que tornam a aquisição mais atraente.<br />
<strong><br />
<a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-301" title="morrissey2" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey2.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>BONA DRAG (Sire, 1990) </strong>****<br />
Dá continuidade à (louvável) prática dos Smiths de lançar compilações de canções lançadas apenas em singles ou b-sides (condenável), o que equivale à álbuns inéditos para populações fora do mercado das mini-bolachas, como a brasileira. Figurinhas repetidas, aqui, só Suedehead e Everyday Is Like Sunday, o que não é demais nem mesmo em pista de dança. Ao contrário do anterior, e apesar de Stephen Street permanecer onipresente, não tem sequer uma música propriamente ruim. Pancadas típicas do pós-punk inglês como Piccadilly Palare, Interesting Drug e Hairdresser On Fire vieram à luz graças a essa coletânea, mas o que a torna realmente indispensável são November Spawned a Monster e The Last Of The Famous International Playboys, obrigatórias em qualquer lista de dez mais do cantor. Cada ano que se passa essa seqüência de catorze preciosidades torna-se ainda melhor, como um scotch.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-302" title="morrisey3" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey3.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><strong>KILL UNCLE (Sire, 1991) </strong>*<br />
O fundo do poço. A péssima produção contamina até a capa, com a foto mais medonha que Moz já tirou na vida. A ruindade uniforme o torna quase um álbum conceitual (basicamente: teclados aleatórios embalando um fiapo de voz). Se isoladamente o álbum já seria suficiente para qualquer fã cortar a garganta com o ladinho do vinil, a razão de uma depressão ainda mais arraigada foi imaginar que, se o álbum de estúdio anterior era uma meia-bomba, este segundo passo era a evidência incontestável do sentido descendente da ladeira. Deu saudades de Stephen Street. O próprio Morrissey dá permissão de falar mal à vontade, okay? Boa-vontade arquivológica é motivo único para que incluam a faixa de abertura, Our Frank, em coletâneas tipo “best of”. Asian Rut poderia ser a “música de trabalho” em coletâneas tipo “worst of”. Fãs exagerados já se flagraram ouvindo The Harsh Truth Of The Camera Eye e (I’m) The End Of The Family Line em momentos menos exigentes, mas depois passa.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey4.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-303" title="morrissey4" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey4.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>YOUR ARSENAL (Sire, 1992)</strong> *****<br />
A reviravolta na trama. Uma obra-prima, com o legendário Mick Ronson, ex-parceiro de David Bowie, comandando o manche. Aqui, Morrissey formou a banda que o acompanha até hoje, com Alain White e Spencer Cobrin no centro do vendaval, e lançou um álbum impecável, coeso, com um forte e surpreendente sotaque rockabilly contaminado por glam. Lançado como pronto candidato a um dos melhores álbuns daquela década, encontrava-se em absoluta sintonia com o indie rock que já imperava, ou, até mesmo, antecipando sonoridades que se tornaram comuns no britpop. Temas clássicos específicos são revisitados (como a pressão da indústria fonográfica, em We Hate It When Our Friends Become Successful), mas causou muita polêmica uma certa xenofobia de versos como “England For The Englands” (em The National Front Disco). Bobagem: foi a partir daqui que o esquálido e pálido homem de Manchester instalou-se de vez na saudável e ensolarada Los Angeles. O camaleão Bowie veio a fazer uma versão de I Know It’s Gonna Happen Someday em seu Black Tie, White Noise - glória suprema e eterna.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey5.jpg"><img class="size-medium wp-image-304 alignleft" title="morrissey5" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey5.jpg" alt="" width="108" height="107" /></a><strong>BEETHOVEN WAS DEAF (EMI, 1993)</strong> ***<br />
Mais um emblema da boa fase do que qualquer outra coisa. Afinal, álbuns ao vivo são chatos mesmo e nem Morrissey vai escapar disso. Aqui, canta feliz e bem-humorado para uma platéia de franceses enlouquecidos. Vale por faixas antes não aportadas em nossas terras: The Loop, Sister I’m a Poet e Jack The Ripper. Não tenho conhecimento de registro de estúdio dessas duas últimas.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey6.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-305" title="morrissey6" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey6.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>VAUXHALL AND I (Sire, 1994)</strong> *****<br />
De longe o momento mais luminoso da carreira do artista, prováveis reflexos do sol de Los Angeles e de muito dinheiro no bolso. Quem cantava dez anos antes versos como “there’s more to life than books you know, but not much more” agora entoa vigorosamente a importância de grudar nos amigos, a boa saúde cardíaca e a importância de encontrar sozinho um caminho para erguer a carreira. Pelo visto encontrou. Este ganha do álbum anterior por ser menos focado em uma linguagem musical específica, ou seja, rockabilly. Os climas são os mais variados possíveis: do início esplendoroso de Now My Heart Is Full à simplicidade rica de rockões como Billy Budd, chama atenção a deliciosa releitura à la Serge Gainsbourg de Lifeguard Sleeping, Girl Drowning. Reside aqui um episódio maior da carreira do senhor: a impagável The More You Ignore Me, The Closer I Get, uma das melhores letras pop jamais escritas.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey7.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-306" title="morrissey7" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey7.jpg" alt="" width="144" height="144" /></a><strong>WORLD OF MORRISSEY (Sire, 1995)</strong> ****<br />
Mais uma daquelas coletâneas cheias de singles e lados B quase-inéditos. Retrato de uma fase exuberante de produção mais recente, como em Boxers, Whatever Happens, I Love You ou Have-a-Go Merchant. Tem ainda uma interessantíssima cover de Moon River, de Henry Mancini.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey8.jpg"><img class="size-medium wp-image-307 alignleft" title="morrissey8" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey8.jpg" alt="" width="183" height="180" /></a><strong>SOUTHPAW GRAMMAR (RCA, 1995) </strong>***<br />
Morrissey muda de gravadora e mostra que aprendeu até coisas mínimas com David Bowie, como lançar bons álbums, não exatamente inesquecíveis, com poucas e longas músicas (mais exatamente oito, sendo que duas passam de dez minutos). O disco inteiro é bastante interessante (apesar de ousadias como um solo introdutório de dois, três minutos, em The Operation), mas a faixa de abertura, a apoteótica The Teachers Are Afraid Of The Pupils, vale o todo. Ser a única canção com a letra transcrita no encarte pode ser uma evidente pista de que foi a verdadeira desculpa para compor e gravar todo o resto.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey9.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-308" title="morrissey9" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey9.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><strong>MALADJUSTED (Mercury, 1996)</strong> ***<br />
Marca o início de uma nova fase de decadência. Embora seja nitidamente uma obra mediana, desta vez é diferente por ser um álbum muito fácil de se ouvir. Tem melodias e refrões grudentos, como os do quase-hit Alma Matters. Há espaço para arranjos descomprometidos, menos inspirados e de fácil deglutição, que caberiam perfeitamente em trilhas de novela das 8, como em Wide To Receive. As letras são acima da média, mas retomam com mais ênfase a desgastada fórmula do ninguém-me-ama, ninguém-me-quer, parcialmente abandonada na recente boa fase, e com menos ironia do que o habitual. Como nada é à toa na vida, o retrocesso da felicidade de outrora é responsável pela beleza inclassificável de Trouble Loves Me. Vale, mas marcou o início do maior recesso produtivo de Morrissey, período no qual pemaneceu inclusive sem gravadora. “Curiosamente”, foi quando passou a cantar pela primeira vez músicas dos Smiths em seus shows, inclusive no Brasil.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey10.jpg"><img class="size-medium wp-image-309 alignright" title="morrissey10" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey10.jpg" alt="" width="168" height="164" /></a><strong>SUEDEHEAD - THE BEST OF MORRISSEY (EMI, 1997)</strong> *****<br />
A primeira coletânea em sentido estrito. A seleção é extremamente feliz, pois ataca muito bem em três frentes: os megahits (Suedehead, Everyday Is Like Sunday), o efetivamente “melhor” (Boxers, Hold On To Your Friends) e faixas não disponíveis nos álbuns anteriores, com menção especial a um belo dueto com Siouxsie Sioux, Interlude.</p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey11.jpg"><img class="size-medium wp-image-310 alignleft" title="morrissey11" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey11.jpg" alt="" width="140" height="140" /></a>YOU ARE THE QUARRY (Attack, 2004)</strong> ****<br />
Um novo começo. Fãs de carteirinha chegaram a gostar menos que a reverente e unânime crítica. De fato, os arranjos são menos inspirados que experiências anteriores, mas a força das faixas é inegável, principalmente pelas letras. Nelas, Morrissey se reinventa de forma definitiva para assegurar seu posto em artistas perenes, que não se corroeram pelo passar das décadas. Se antes a ironia era um disfarce para uma melancolia inerente à sua imagem, que servia para rir do mundo, agora ele usa o disfarce da melancolia para ironicamente rir de si mesmo. Letras como a de Let Me Kiss You são quase uma paródia (“Close your eyes and think of someone you physically admire and let me kiss you”). Alguém tão rico, admirado e cheio de amigos precisa mesmo de muita cara-de-pau para cantar The World Is Full Of Crashing Bores ou I Have Forgiven Jesus (será que Ele pediu perdão?). Com muita má-vontade você pode ser capaz de querer pular umas duas faixas do disco. Vendeu feito água e até no Brasil chegou a ser lançada uma edição especial, com um segundo CD cheio de singles e lados B, não propriamente “indispensável”.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey12.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-311" title="morrissey12" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey12.jpg" alt="" width="168" height="168" /></a><strong>LIVE AT EARLS COURT (Attack, 2005) </strong>***<br />
Tem o mesmo papel que teve Beethoven Was Deaf, ou seja, o de mostrar que se vai muito bem, obrigado. É o primeiro registro oficial a conter versões ao vivo dos Smihts. Vale por ouvi-lo atualizar o universal refrão de Bigmouth Strikes Again: agora, é o iPod de Joana D’Arc que começa a derreter na fogueira.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey13.jpg"><img class="size-medium wp-image-312 alignleft" title="morrissey13" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey13.jpg" alt="" width="168" height="161" /></a><strong>RINGLEADER OF THE TORMENTORS (Attack, 2006)</strong> *****<br />
Nova obra-prima, saudada por muitos como o ápice da carreira solo. Mesmo que seja um exagero, é reconfortante ver gente tarimbada falar isto quase vinte anos após o fim dos Smiths. Grandes discos por vezes são aqueles que marcam já na primeira audição; outros, como é o caso deste, tornam-se mais incríveis a cada execução. Diferentemente de outras ocasiões, guarda coerência com o trabalho anterior, em proposta, mas ganha na maturidade dos arranjos, que contam até com Ennio Morricone (na dramática Dear God Please Help Me) ou corais de crianças (as belíssimas The Youngest Was The Most Loved e The Father Who Must Be Killed). Com coesão, Morrissey passeia desenvolto pelo dramalhão da extensa Life Is a Pigsty, pelo pop perfeito do single You Have Killed Me, pelo velho sotaque rockabilly, em I Just Want To See The Boy Happy, ou até mesmo pelos ora já incorporados climas novela-das-8/Antena 1, em I’ll Never Be Anybody’s Hero Now. Um primor com cara de final feliz, consonante com sua nova fase romana (sim, Roma na Itália) e casada (there’s more to life than books, you know). Apesar de ter recebido um massivo esquema de divulgação e concertos lá fora (que tal ingressos vendidos em cinco minutos?) - suprema mancada - ainda aguardamos o lançamento no Brasil.</p>
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		<title>Howling Bells – Um Álbum além do esperado</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jun 2006 13:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/howling1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-315" title="howling1" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/howling1.jpg" alt="" width="270" height="180" /></a><br />
Duas guitarras tensas e de batidas constantes se fundindo em um som uniforme, com base em acordes limpos, representando uma corrida na busca por um refúgio. Ouve-se entrar uma voz feminina, segura de si mesma, trazendo uma melodia macia e encantadora, como se estivesse nos preparando para algo maior que está por vir. O clima, que já é o suficiente para fazer qualquer fã de boa música viajar distante, por lugares há tempos não visitados, se eleva quando aquela doce voz se mantém ao fim de um dos versos e os arranjos se suspendem, abrindo espaço para um delay alarmante e um baixo que entra forrando a sustentação do todo, os três anunciando a evolução do quadro previamente instalado. Instaura-se um sonho. Como se tivesse sido feita para um filme, “The Bell Hit”, faixa que abre o primeiro e homônimo álbum do grupo Howling Bells, nos convida para uma fuga do mundo cotidiano, com sua inventividade e influências que, se não forem cinematográficas, apenas Deus – ou quem sabe o Diabo – deve saber.<span id="more-314"></span></p>
<p>Não há dúvidas de que o quinteto, formado por Juanita Stein (voz e guitarra), Joel Stein (guitarra), Brendan Picchio (baixo) e Glenn Moule (bateria), originado em Sydney, Austrália, e atualmente buscando residência em Londres, veio para trazer novos ares ao mainstream do rock. Liderado pela bela Juanita Stein, dona de uma voz incrivelmente sexy, e com arranjos que não precisam ser inovadores, uma vez que trazem com rica criatividade conceitos já existentes no mundo da música, Howling Bells teve em seu trabalho de estréia a presença de um profissional de peso, o produtor Ken Nelson, reconhecido no mercado internacional pelo seu trabalho com bandas como Sigur Rós e Coldplay – vale lembrar que X&amp;Y, seu álbum mais recente, foi o mais vendido do mundo no último ano, superando oito milhões de cópias vendidas.<br />
Dentre as doze faixas que compõem o álbum, outras duas que merecem destaque são a dançante “Low Happening”, primeiro single do grupo, lançado antes da completude do álbum, em dezembro de 2005, e “Wishing Stone”, que traz todos os temperos da banda em arpejos cristalinos, riffs hipnotizantes, um ritmo de acompanhar batendo palmas e uma guitarra frenética, enquanto Miss Stein se expressa com os versos “And I’m walking faster/Losing my breath/ But it takes me further from here”.</p>
<p>O celebrado álbum de estréia da banda, recém-lançado pelo selo Bella Union e considerado por alguns críticos como a melhor estréia de 2006, que vem recebendo comparações com nomes como PJ Harvey e Velvet Underground, traz em suas músicas a busca por uma atmosfera envolvente, na qual as guitarras ora furiosas, ora oníricas e cinematográficas se encontram com as melodias vocais sedutoras e envolventes, não havendo a tão comum perda da canção quando uma banda se predispõe a buscar outras órbitas sonoras. Howling Bells nos oferece com seu disco um prato cheio, um passaporte só de ida para uma terra de onde o ouvinte não vai querer voltar.</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>Site Oficial: <a href="http://www.howlingbells.com">http://www.howlingbells.com</a><br />
My Space: <a href="http://www.myspace.com/howlingbells">http://www.myspace.com/howlingbells</a></p>
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