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	<title>Cafetina Eletroacústica &#187; rock</title>
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	<description>música, cinema, poesia, imagem, literatura e as mais variadas interlocuções...</description>
	<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 15:15:07 +0000</pubDate>
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		<title>Imagine: crescendo com meu irmão John Lennon</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 15:15:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Julia Baird escreve uma segunda biografia sobre seu irmão e ídolo de uma das maiores bandas do planeta:Beatles. No livro, ela promete revelar segredos de família e contar detalhadamente como foi o desenvolvimento emocional e familiar de John. A relação com a mãe é contada em detalhes e promete revelar a conturbada infância de John [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2009/01/imagine.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-380" title="imagine" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2009/01/imagine.gif" alt="" /></a>Julia Baird escreve uma segunda biografia sobre seu irmão e ídolo de uma das maiores bandas do planeta:Beatles. No livro, ela promete revelar segredos de família e contar detalhadamente como foi o desenvolvimento emocional e familiar de John. A relação com a mãe é contada em detalhes e promete revelar a conturbada infância de John e seus irmãos. Outros assuntos delicados, como a intensa relação do irmão com Yoko, também são retratadas no livro. Julie desabafa todas as interferências e dificuldades que teve de relacionamento e comunicação com a entrada da cunhada em cena. Mas o gênio difícil de Yoko não é nenhuma novidade, né? O que o livro promete revelar de mais bacana também, são detalhes do início dos Beatles através de uma narrativa interessante de alguém muito próximo e com muita intimidade com a banda. Algum Beatlemaníaco por aí?! =)</p>
<p><strong>Imagine - crescendo com meu irmão John Lennon<br />
Julia Baird - Ed. Globo</strong></p>
<p>Leia um trecho do livro <a href="http://globolivros.globo.com/downloads/pdf/imagine.pdf" target="_blank"><strong>clicando aqui</strong></a>.</p>
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		<title>The Ting Tings - Isso não é um review</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Willie Runte 


The Ting Ting&#8217;s é uma das novas bandas do momento na Europa, e não duvido nada que já esteja na boca de muita gente no Brasil, ou no jaba de muita rádio.  &#8220;We started nothing&#8221; o primeiro disco da dupla Katie White (Guitarra e vocal) e Jules De Martino (bateria) tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Willie Runte </strong></p>
<p><a title="ting1.jpg" href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/ting1.jpg"><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/06/ting1.jpg" alt="ting1.jpg" /></a><br />
<a href="http://http://www.myspace.com/thetingtings" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.myspace.com/thetingtings " target="_blank">The Ting Ting&#8217;s</a> é uma das novas bandas do momento na Europa, e não duvido nada que já esteja na boca de muita gente no Brasil, ou no jaba de muita rádio.  &#8220;We started nothing&#8221; o primeiro disco da dupla Katie White (Guitarra e vocal) e Jules De Martino (bateria) tem algo de indie, mesmo sendo pop e é bem gostoso de ouvir.  A banda de Manchester tem atingido recordes de venda e , com seu single &#8220;That&#8217;s not my name&#8221;, chegou a tirar Madonna do topo das paradas (mas isso não é muito relevante, levando em conta que o último cd da pop star da vontade de vomitar). O single é bacana, mas meio repetitivo, não a melhor música do álbum, sem dúvida. Algumas das músicas que se destacam são, &#8220;Great DJ&#8221; e &#8220;Shut up and let me go&#8221;, essas sim tem uma personalidade que, se for mantida nos próximos álbuns da banda, creio, vai torná-los grandes.</p>
<p>&#8220;Be the one&#8221; que abre o disco é boa e lembra um pouco Blondie, outras como &#8220;Keep your head&#8221; ou &#8220;We strated nothing&#8221;, que dá nome ao álbum, dão vontade de  jogar o cd fora.<span id="more-87"></span></p>
<p>A banda faz, sim, um disco diferente, com uma batida marcada e um groove bem distinto do que se tem ouvido por ai, mas não é necessariamente revolucionário como alguns dizem. Katie e Jules tiveram muita sorte por ter tido uma de suas músicas (&#8221;Shut up and let me go&#8221;) como trilha de uma propaganda do Ipod da Apple, porque não há nada melhor pra uma banda do que ser divulgado pela empresa que mais lança tendências atualmente.</p>
<p>De Martino e White dizem estar a procura do Pop perfeito e pode ser que achem a fórmula um dia, mas no momento eles tem apenas um álbum razoavelmente bom com uma ou duas músicas de tirar o chapéu. Agora só precisamos esperar para ver se essa vai ser mais uma das bandas que desaparecem na mesma velocidade que surgem ou se vai ser o novo fenômeno do Pop nos próximos anos. O importante é conhecer o disco e tirar suas conclusões, afinal, isso não é um review.</p>
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		<title>The Beatles HELL</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
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Pete &#8216;Best&#8217; Zarustica lança mais um álbum de remixes anti-guerra dos Beatles. The Beatles HELL é o nome do novo cd que, e como seu antecessor, HATE, é muitíssimo bem feito e recria clássicos dos Beatles sem soar como uma música da Jovem Pan. O CD é conceitual, se apropria de referências da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/05/beatles.jpg" title="beatles.jpg"></a>Por <a href="http://www.willierunte.com/" target="_blank">Willie Runte</a></strong></p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/05/beatles.jpg" align="left" border="0" height="250" width="250" />Pete &#8216;Best&#8217; Zarustica lança mais um álbum de remixes anti-guerra dos Beatles. <a href="http://www.br.thebeatleshell.com/" target="_blank">The Beatles HELL</a> é o nome do novo cd que, e como seu antecessor, <a href="http://www.thebeatleshate.com/index_bra.html" target="_blank">HATE</a>, é muitíssimo bem feito e recria clássicos dos Beatles sem soar como uma música da Jovem Pan. O CD é conceitual, se apropria de referências da Divina Comédia de Dante, homenageando os Beatles com novas versões de cancões que, por incrível que pareça, ninguém mexeu antes. No site do disco (<a href="http://www.thebeatleshell.com/">www.thebeatleshell.com</a>) é possivel fazer o download, não só das músicas, como também da capa e de papéis de parede. Além disso, o site é dinâmico, tem duas versões, em inglês e em português, com matérias sobre o que está acontecendo com o disco - no Brasil e no Mundo. Apesar de ter acabado de sair, o album parece seguir o mesmo caminho do anterior e se tornar mais uma febre na Internet.</p>
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		<title>Ninguém segura o Fino Coletivo</title>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 18:33:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joao francisco</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Já passa da meia noite na Lapa, o tradicional reduto boêmio do Rio e o público que lota o simpático Teatro Odisséia já está no ponto (como um chope bem gelado na pressão) para receber este Fino Coletivo, a cada dia mais saboreado em qualquer pista, festa ou praia que valha a pena na cidade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Já passa da meia noite na Lapa, o tradicional reduto boêmio do Rio e o público que lota o simpático Teatro Odisséia já está no ponto (como um chope bem gelado na pressão) para receber este Fino Coletivo, a cada dia mais saboreado em qualquer pista, festa ou praia que valha a pena na cidade. Não é o novo samba. Nem o novo rock. Não é novo. É uma adorável miscelânea sonora e rítmica que envolve muitos canais ligados ao mesmo tempo: rock, funk, reggae, ska, partido-alto, batuque, swing, releituras, invenções. As tags são infinitas para acessar o Fino. É mais do que tudo um estado de espírito, da mesma prateleira de Otto, Kassim, Mombojó e otras cositas mais. O nome de batismo mostra o bom humor destes sete músicos alagoanos e cariocas que acertaram na dose do lirismo etílico com melodias temperadas, mas, sobretudo, leves e dançantes. Passeiam da despretensão do samba-lounge moderno de “Boa Hora” à arrebatadora “Tempestade”, com pegada mais rock, para apreciar sem moderação e rasgar corações e sedas.<br />
Site oficial: <a href="http://www.finocoletivo.com/">http://www.finocoletivo.com/</a>  <br />
MySpace: <a href="http://www.myspace.com/finocoletivo">www.myspace.com/finocoletivo</a></p>
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		<title>Guia para Morrissey</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2006 13:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Willy Moura
Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Willy Moura</strong></p>
<p>Com disco novo e 47 anos completos recentes, Morrissey consolida seu retorno ao primeiro escalão do business que ele tanto já espinafrou. Mas o caminho foi bastante tortuoso, e houve época em que parecia mesmo que o bigmouth era assunto do passado. Confira a trajetória álbum a álbum (devido à extensão, foram evitadas coletâneas não lançadas no Brasil). Vale a ressalva prévia de que este texto se baseia apenas nas livres impressões de quem vos escreve, o que não é propriamente desprezível, considerando que seu fanatismo pela figura é tão grande quanto o dela pelo Manchester United.</p>
<p>Para entrar no clima, aperte o play enquanto lê o texto:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-300" title="morrisey1" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey1.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>VIVA HATE (Sire, 1988) </strong>***<br />
A imprensa detestou à época. Diziam que a anunciada parceria com o one-man-show Vini Reilly, do Durutti Column, revelou-se restrita a pouquíssimas faixas e que quem comandava mesmo a barca furada era o enjoadinho compositor e produtor Stephen Street. De fato, parecia mesmo um petardo fadado apenas a comprovar que as acirradas críticas ao derradeiro álbum dos Smiths, Strangeways, Here We Come (1987), eram exageradamente injustas. A esplendorosa introdução de Alsatian Cousin, abrindo o disco, não passava de alarme falso para um conjunto completamente irregular, salvo apenas pela força de Suedehead e Everyday Is Like Sunday, dois clássicos guardados no panteão de hits para a eternidade. <span id="more-299"></span>No entanto, o tempo passou, a obra dos Smiths demonstrou-se tão incomparável quanto a seleção brasileira de 70, e a mediocridade do pop e rock britânicos de anos seguintes revelou-se, este sim, parâmetro apropriado para considerar esta obra, no mínimo, aprazível e historicamente importante. É fundamentalismo extremado negar beleza a pérolas como Ordinary Boys, Break Up The Family ou Bengali In Platforms. Está disponível uma edição nacional com várias faixas-bônus gostosas extraídas de singles, que tornam a aquisição mais atraente.<br />
<strong><br />
<a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-301" title="morrissey2" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey2.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a>BONA DRAG (Sire, 1990) </strong>****<br />
Dá continuidade à (louvável) prática dos Smiths de lançar compilações de canções lançadas apenas em singles ou b-sides (condenável), o que equivale à álbuns inéditos para populações fora do mercado das mini-bolachas, como a brasileira. Figurinhas repetidas, aqui, só Suedehead e Everyday Is Like Sunday, o que não é demais nem mesmo em pista de dança. Ao contrário do anterior, e apesar de Stephen Street permanecer onipresente, não tem sequer uma música propriamente ruim. Pancadas típicas do pós-punk inglês como Piccadilly Palare, Interesting Drug e Hairdresser On Fire vieram à luz graças a essa coletânea, mas o que a torna realmente indispensável são November Spawned a Monster e The Last Of The Famous International Playboys, obrigatórias em qualquer lista de dez mais do cantor. Cada ano que se passa essa seqüência de catorze preciosidades torna-se ainda melhor, como um scotch.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-302" title="morrisey3" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrisey3.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><strong>KILL UNCLE (Sire, 1991) </strong>*<br />
O fundo do poço. A péssima produção contamina até a capa, com a foto mais medonha que Moz já tirou na vida. A ruindade uniforme o torna quase um álbum conceitual (basicamente: teclados aleatórios embalando um fiapo de voz). Se isoladamente o álbum já seria suficiente para qualquer fã cortar a garganta com o ladinho do vinil, a razão de uma depressão ainda mais arraigada foi imaginar que, se o álbum de estúdio anterior era uma meia-bomba, este segundo passo era a evidência incontestável do sentido descendente da ladeira. Deu saudades de Stephen Street. O próprio Morrissey dá permissão de falar mal à vontade, okay? Boa-vontade arquivológica é motivo único para que incluam a faixa de abertura, Our Frank, em coletâneas tipo “best of”. Asian Rut poderia ser a “música de trabalho” em coletâneas tipo “worst of”. Fãs exagerados já se flagraram ouvindo The Harsh Truth Of The Camera Eye e (I’m) The End Of The Family Line em momentos menos exigentes, mas depois passa.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey4.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-303" title="morrissey4" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey4.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>YOUR ARSENAL (Sire, 1992)</strong> *****<br />
A reviravolta na trama. Uma obra-prima, com o legendário Mick Ronson, ex-parceiro de David Bowie, comandando o manche. Aqui, Morrissey formou a banda que o acompanha até hoje, com Alain White e Spencer Cobrin no centro do vendaval, e lançou um álbum impecável, coeso, com um forte e surpreendente sotaque rockabilly contaminado por glam. Lançado como pronto candidato a um dos melhores álbuns daquela década, encontrava-se em absoluta sintonia com o indie rock que já imperava, ou, até mesmo, antecipando sonoridades que se tornaram comuns no britpop. Temas clássicos específicos são revisitados (como a pressão da indústria fonográfica, em We Hate It When Our Friends Become Successful), mas causou muita polêmica uma certa xenofobia de versos como “England For The Englands” (em The National Front Disco). Bobagem: foi a partir daqui que o esquálido e pálido homem de Manchester instalou-se de vez na saudável e ensolarada Los Angeles. O camaleão Bowie veio a fazer uma versão de I Know It’s Gonna Happen Someday em seu Black Tie, White Noise - glória suprema e eterna.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey5.jpg"><img class="size-medium wp-image-304 alignleft" title="morrissey5" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey5.jpg" alt="" width="108" height="107" /></a><strong>BEETHOVEN WAS DEAF (EMI, 1993)</strong> ***<br />
Mais um emblema da boa fase do que qualquer outra coisa. Afinal, álbuns ao vivo são chatos mesmo e nem Morrissey vai escapar disso. Aqui, canta feliz e bem-humorado para uma platéia de franceses enlouquecidos. Vale por faixas antes não aportadas em nossas terras: The Loop, Sister I’m a Poet e Jack The Ripper. Não tenho conhecimento de registro de estúdio dessas duas últimas.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey6.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-305" title="morrissey6" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey6.jpg" alt="" width="181" height="180" /></a><strong>VAUXHALL AND I (Sire, 1994)</strong> *****<br />
De longe o momento mais luminoso da carreira do artista, prováveis reflexos do sol de Los Angeles e de muito dinheiro no bolso. Quem cantava dez anos antes versos como “there’s more to life than books you know, but not much more” agora entoa vigorosamente a importância de grudar nos amigos, a boa saúde cardíaca e a importância de encontrar sozinho um caminho para erguer a carreira. Pelo visto encontrou. Este ganha do álbum anterior por ser menos focado em uma linguagem musical específica, ou seja, rockabilly. Os climas são os mais variados possíveis: do início esplendoroso de Now My Heart Is Full à simplicidade rica de rockões como Billy Budd, chama atenção a deliciosa releitura à la Serge Gainsbourg de Lifeguard Sleeping, Girl Drowning. Reside aqui um episódio maior da carreira do senhor: a impagável The More You Ignore Me, The Closer I Get, uma das melhores letras pop jamais escritas.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey7.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-306" title="morrissey7" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey7.jpg" alt="" width="144" height="144" /></a><strong>WORLD OF MORRISSEY (Sire, 1995)</strong> ****<br />
Mais uma daquelas coletâneas cheias de singles e lados B quase-inéditos. Retrato de uma fase exuberante de produção mais recente, como em Boxers, Whatever Happens, I Love You ou Have-a-Go Merchant. Tem ainda uma interessantíssima cover de Moon River, de Henry Mancini.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey8.jpg"><img class="size-medium wp-image-307 alignleft" title="morrissey8" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey8.jpg" alt="" width="183" height="180" /></a><strong>SOUTHPAW GRAMMAR (RCA, 1995) </strong>***<br />
Morrissey muda de gravadora e mostra que aprendeu até coisas mínimas com David Bowie, como lançar bons álbums, não exatamente inesquecíveis, com poucas e longas músicas (mais exatamente oito, sendo que duas passam de dez minutos). O disco inteiro é bastante interessante (apesar de ousadias como um solo introdutório de dois, três minutos, em The Operation), mas a faixa de abertura, a apoteótica The Teachers Are Afraid Of The Pupils, vale o todo. Ser a única canção com a letra transcrita no encarte pode ser uma evidente pista de que foi a verdadeira desculpa para compor e gravar todo o resto.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey9.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-308" title="morrissey9" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey9.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><strong>MALADJUSTED (Mercury, 1996)</strong> ***<br />
Marca o início de uma nova fase de decadência. Embora seja nitidamente uma obra mediana, desta vez é diferente por ser um álbum muito fácil de se ouvir. Tem melodias e refrões grudentos, como os do quase-hit Alma Matters. Há espaço para arranjos descomprometidos, menos inspirados e de fácil deglutição, que caberiam perfeitamente em trilhas de novela das 8, como em Wide To Receive. As letras são acima da média, mas retomam com mais ênfase a desgastada fórmula do ninguém-me-ama, ninguém-me-quer, parcialmente abandonada na recente boa fase, e com menos ironia do que o habitual. Como nada é à toa na vida, o retrocesso da felicidade de outrora é responsável pela beleza inclassificável de Trouble Loves Me. Vale, mas marcou o início do maior recesso produtivo de Morrissey, período no qual pemaneceu inclusive sem gravadora. “Curiosamente”, foi quando passou a cantar pela primeira vez músicas dos Smiths em seus shows, inclusive no Brasil.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey10.jpg"><img class="size-medium wp-image-309 alignright" title="morrissey10" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey10.jpg" alt="" width="168" height="164" /></a><strong>SUEDEHEAD - THE BEST OF MORRISSEY (EMI, 1997)</strong> *****<br />
A primeira coletânea em sentido estrito. A seleção é extremamente feliz, pois ataca muito bem em três frentes: os megahits (Suedehead, Everyday Is Like Sunday), o efetivamente “melhor” (Boxers, Hold On To Your Friends) e faixas não disponíveis nos álbuns anteriores, com menção especial a um belo dueto com Siouxsie Sioux, Interlude.</p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey11.jpg"><img class="size-medium wp-image-310 alignleft" title="morrissey11" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey11.jpg" alt="" width="140" height="140" /></a>YOU ARE THE QUARRY (Attack, 2004)</strong> ****<br />
Um novo começo. Fãs de carteirinha chegaram a gostar menos que a reverente e unânime crítica. De fato, os arranjos são menos inspirados que experiências anteriores, mas a força das faixas é inegável, principalmente pelas letras. Nelas, Morrissey se reinventa de forma definitiva para assegurar seu posto em artistas perenes, que não se corroeram pelo passar das décadas. Se antes a ironia era um disfarce para uma melancolia inerente à sua imagem, que servia para rir do mundo, agora ele usa o disfarce da melancolia para ironicamente rir de si mesmo. Letras como a de Let Me Kiss You são quase uma paródia (“Close your eyes and think of someone you physically admire and let me kiss you”). Alguém tão rico, admirado e cheio de amigos precisa mesmo de muita cara-de-pau para cantar The World Is Full Of Crashing Bores ou I Have Forgiven Jesus (será que Ele pediu perdão?). Com muita má-vontade você pode ser capaz de querer pular umas duas faixas do disco. Vendeu feito água e até no Brasil chegou a ser lançada uma edição especial, com um segundo CD cheio de singles e lados B, não propriamente “indispensável”.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey12.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-311" title="morrissey12" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey12.jpg" alt="" width="168" height="168" /></a><strong>LIVE AT EARLS COURT (Attack, 2005) </strong>***<br />
Tem o mesmo papel que teve Beethoven Was Deaf, ou seja, o de mostrar que se vai muito bem, obrigado. É o primeiro registro oficial a conter versões ao vivo dos Smihts. Vale por ouvi-lo atualizar o universal refrão de Bigmouth Strikes Again: agora, é o iPod de Joana D’Arc que começa a derreter na fogueira.</p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey13.jpg"><img class="size-medium wp-image-312 alignleft" title="morrissey13" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/morrissey13.jpg" alt="" width="168" height="161" /></a><strong>RINGLEADER OF THE TORMENTORS (Attack, 2006)</strong> *****<br />
Nova obra-prima, saudada por muitos como o ápice da carreira solo. Mesmo que seja um exagero, é reconfortante ver gente tarimbada falar isto quase vinte anos após o fim dos Smiths. Grandes discos por vezes são aqueles que marcam já na primeira audição; outros, como é o caso deste, tornam-se mais incríveis a cada execução. Diferentemente de outras ocasiões, guarda coerência com o trabalho anterior, em proposta, mas ganha na maturidade dos arranjos, que contam até com Ennio Morricone (na dramática Dear God Please Help Me) ou corais de crianças (as belíssimas The Youngest Was The Most Loved e The Father Who Must Be Killed). Com coesão, Morrissey passeia desenvolto pelo dramalhão da extensa Life Is a Pigsty, pelo pop perfeito do single You Have Killed Me, pelo velho sotaque rockabilly, em I Just Want To See The Boy Happy, ou até mesmo pelos ora já incorporados climas novela-das-8/Antena 1, em I’ll Never Be Anybody’s Hero Now. Um primor com cara de final feliz, consonante com sua nova fase romana (sim, Roma na Itália) e casada (there’s more to life than books, you know). Apesar de ter recebido um massivo esquema de divulgação e concertos lá fora (que tal ingressos vendidos em cinco minutos?) - suprema mancada - ainda aguardamos o lançamento no Brasil.</p>
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		<title>Howling Bells – Um Álbum além do esperado</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jun 2006 13:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[[Por Guilherme Martins Costa

Duas guitarras tensas e de batidas constantes se fundindo em um som uniforme, com base em acordes limpos, representando uma corrida na busca por um refúgio. Ouve-se entrar uma voz feminina, segura de si mesma, trazendo uma melodia macia e encantadora, como se estivesse nos preparando para algo maior que está por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[<strong>Por Guilherme Martins Costa</strong></p>
<p><a href="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/howling1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-315" title="howling1" src="http://www.cafetinaeletroacustica.com/wp-content/uploads/2008/12/howling1.jpg" alt="" width="270" height="180" /></a><br />
Duas guitarras tensas e de batidas constantes se fundindo em um som uniforme, com base em acordes limpos, representando uma corrida na busca por um refúgio. Ouve-se entrar uma voz feminina, segura de si mesma, trazendo uma melodia macia e encantadora, como se estivesse nos preparando para algo maior que está por vir. O clima, que já é o suficiente para fazer qualquer fã de boa música viajar distante, por lugares há tempos não visitados, se eleva quando aquela doce voz se mantém ao fim de um dos versos e os arranjos se suspendem, abrindo espaço para um delay alarmante e um baixo que entra forrando a sustentação do todo, os três anunciando a evolução do quadro previamente instalado. Instaura-se um sonho. Como se tivesse sido feita para um filme, “The Bell Hit”, faixa que abre o primeiro e homônimo álbum do grupo Howling Bells, nos convida para uma fuga do mundo cotidiano, com sua inventividade e influências que, se não forem cinematográficas, apenas Deus – ou quem sabe o Diabo – deve saber.<span id="more-314"></span></p>
<p>Não há dúvidas de que o quinteto, formado por Juanita Stein (voz e guitarra), Joel Stein (guitarra), Brendan Picchio (baixo) e Glenn Moule (bateria), originado em Sydney, Austrália, e atualmente buscando residência em Londres, veio para trazer novos ares ao mainstream do rock. Liderado pela bela Juanita Stein, dona de uma voz incrivelmente sexy, e com arranjos que não precisam ser inovadores, uma vez que trazem com rica criatividade conceitos já existentes no mundo da música, Howling Bells teve em seu trabalho de estréia a presença de um profissional de peso, o produtor Ken Nelson, reconhecido no mercado internacional pelo seu trabalho com bandas como Sigur Rós e Coldplay – vale lembrar que X&amp;Y, seu álbum mais recente, foi o mais vendido do mundo no último ano, superando oito milhões de cópias vendidas.<br />
Dentre as doze faixas que compõem o álbum, outras duas que merecem destaque são a dançante “Low Happening”, primeiro single do grupo, lançado antes da completude do álbum, em dezembro de 2005, e “Wishing Stone”, que traz todos os temperos da banda em arpejos cristalinos, riffs hipnotizantes, um ritmo de acompanhar batendo palmas e uma guitarra frenética, enquanto Miss Stein se expressa com os versos “And I’m walking faster/Losing my breath/ But it takes me further from here”.</p>
<p>O celebrado álbum de estréia da banda, recém-lançado pelo selo Bella Union e considerado por alguns críticos como a melhor estréia de 2006, que vem recebendo comparações com nomes como PJ Harvey e Velvet Underground, traz em suas músicas a busca por uma atmosfera envolvente, na qual as guitarras ora furiosas, ora oníricas e cinematográficas se encontram com as melodias vocais sedutoras e envolventes, não havendo a tão comum perda da canção quando uma banda se predispõe a buscar outras órbitas sonoras. Howling Bells nos oferece com seu disco um prato cheio, um passaporte só de ida para uma terra de onde o ouvinte não vai querer voltar.</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>Site Oficial: <a href="http://www.howlingbells.com">http://www.howlingbells.com</a><br />
My Space: <a href="http://www.myspace.com/howlingbells">http://www.myspace.com/howlingbells</a></p>
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		<title>O disco solo de Thom Yorke</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jun 2006 14:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Martins Costa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[ Thom Yorke falou pela primeira vez sobre seu esperado trabalho solo, ‘The Eraser’, feito com o produtor longa data do Radiohead, Nigel Godrich, a ser lançado dia 11 de Julho pelo selo independente XL Recordings. Radiohead não tocará o material de Yorke ao vivo, mas a banda está tocando sete novas músicas a cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/thom.jpg" border="0" alt="thom.jpg" width="1" height="1" align="left" /><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/thom.jpg" border="0" alt="divulgação" width="300" height="184" align="left" /> Thom Yorke falou pela primeira vez sobre seu esperado trabalho solo, ‘The Eraser’, feito com o produtor longa data do Radiohead, Nigel Godrich, a ser lançado dia 11 de Julho pelo selo independente XL Recordings. Radiohead não tocará o material de Yorke ao vivo, mas a banda está tocando sete novas músicas a cada show, todas escritas durante o ano passado, num estúdio da banda em Oxford, para o próximo álbum. Ele disse à revista Rolling Stone que ‘The Eraser’ foi feito com “material que eu faço quando estou entediado. Eu queria trabalhar sozinho. Eu apenas queria ver como seria fazer isso”.<span id="more-9"></span></p>
<p>Yorke, que em seus 37 anos diz não ser uma pessoa muito confiante, afirma que o que o que o direcionou para o trabalho solo foi uma grande perda de esperanças no futuro do Radiohead. Depois da turnê de Hail To The Thief, a banda ficou um ano sem se encontrar direito e já não era divertido, não sentindo o que eles deveriam sentir ao fazer parte daquilo tudo. Ele defende que a sonoridade era diferente da que a banda estava buscando – Radiohead está numa fase mais rock -, uma vez que ele estava interessado em quebrar o padrões rítmicos e manipular sons para chegar em um novo lugar.</p>
<p>A maioria das músicas foi escrita em um período curto, mas de intensa criatividade, enquanto outras faixas, Cymbal Rush’ e ‘The Eraser’, levaram um tempo maior de gestação. “Na última canção, ‘Cymbal Rush’, a batida que você ouve logo no início é algo que eu tinha há três anos: apenas uma pequena nota. Eu conseguia ouvir a melodia ali de uma vez. Mas, se você tocasse ela para alguém sem que eu estivesse cantando, você pensaria, “O que ele está fazendo?’”, revelou Yorke.</p>
<p>Segundo Yorke, Godrich queria que a voz dele soasse limpa e alta no álbum. “Era o grande lance de Nigel: ‘Eu não me importo em fazer discos eletrônicos, desde que eu consiga ouvir a sua voz’”. Eu implorava para Nigel pôr mais reverb e ele dizia ‘Não, eu não vou fazer reverb nesse disco’. Por favor esconda minha voz. ‘Não’”.</p>
<p>Três das nove músicas de ‘The Eraser’ também apresentam participações indiretas, na forma de sample, de outros integrantes do Radiohead: “’And It Rained All Night’ tem um elemento picotado de ‘The Gloaming’ (canção do último álbum da banda, ‘Hail To The Thief’), não que você algum dia fosse saber disso… ‘Black Swan’ tem um minúsculo, segmento retalhado de algo que estava na biblioteca de samples originais e fragmentos instrumentais que nós tínhamos. Foram o Ed (O’Brien) e o Phil (Selway) que o fizeram, e eu o cortei em pedaços. O sample era 2000, mas a canção era 2005.” Algumas das canção do álbum também vieram do trabalho com o Radiohead: “’ Harrowdown Hill’ já estava presente durante a preparação de ‘Hail To The Thief’ (álbum do Radiohead, lançado em 2003), mas em nenhuma hipótese ela funcionaria com a banda. ‘The Eraser’, canção título do álbum, tem acordes feitos por Jonny (Greenwood) no piano. Eu gravei uma vez, quando estava em sua casa. Um ano e meio depois, eu tinha sampleado eles, cortado em uma ordem diferente e feito deles uma canção”, completa Yorke, rindo. “Isso é certo? Desculpe, Jonny.”</p>
<p>Apesar da excursão solo, o astro do Radiohead revelou que a banda está entusiasmada para tocar mais músicas novas nos próximos shows. “É uma lógica puramente egoísta,” diz Yorke com uma voz leve, mas séria. “Nós ficamos muito tempo no estúdio, nos sentindo completamente isolados. Foi algo ‘Vamos sair, ficar em frente às pessoas e recordar pra que estamos fazendo isso.’” Ele também revelou que a banda está determinada a continuar destrinchando as canções para o próximo trabalho, como foi visto em shows recentes: “Estamos tentando não ser tão exigentes, que obviamente é a nossa tendência”, disse ele.<br />
Segundo o baixista do Radiohead, Colin Greenwood, “ano passado nós não tínhamos nenhuma direção. Estávamos ensaiando sem produtor ou alguém de fora. Não tínhamos nem mesmo certeza se queríamos continuar gravando álbuns. E tinha o Thom, trabalhando com um produtor e produzindo um álbum.” No Natal passado a banda decidiu excursionar e testar em turnê as novas músicas “porque de outra forma nós iríamos enlouquecer em Oxford.”, finaliza Colin.</p>
<p>Sobre a turnê atual do Radiohead, que no momento passa pela América do Norte, Yorke completa: “Como vocês sabem, estamos excursionando e escrevendo novo material e chegando em algum lugar, então eu não quero porcarias sobre eu sendo um traidor ou jogando tudo pro alto blah blah. Isso foi tudo feito com a benção deles. E eu não quero ouvir a palavra ‘solo’. Não soa bem.”<br />
Radiohead espera voltar para o estúdio até a primavera (primavera no Brasil), para gravar formalmente o próximo álbum, e depois entrar em turnê novamente ano que vem. Enquanto isso, Yorke está aproveitando os shows e seu novo álbum. “Estou confiante novamente”, alegra-se. “E isso não é pouca coisa, acredite em mim.”</p>
<p>Escute uma das faixas:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>Lista de faixas de “The Eraser”:</p>
<p>1 - “the eraser”<br />
2 - “analise”<br />
3 - “the clock”<br />
4 - “black swan”<br />
5 - “skip divided”<br />
6 - “atoms for peace”<br />
7 - “and it rained all night”<br />
8 - “harrowdown hill”<br />
9 - “cymbal rush”</p>
<p>( Fontes: NME.com, ROLINGSTONE.com, BILLBOARD.com e AVERSION.com)</p>
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		<title>London Calling faz bem aos ouvidos!</title>
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		<pubDate>Sun, 28 May 2006 14:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oleno Netto</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Oleno Netto
Entra ano e sai ano, as gravadoras lançam edições especiais de álbuns que venderam horrores e/ou tiveram influência em toda uma geração. Não foi diferente com “London Calling”, dos ingleses The Clash, que em setembro de 2004 saiu em uma edição tripla, que continha o trabalho original remasterizado, um cd com suas demos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Oleno Netto</strong></p>
<p><img src="http://cafetinaeletroacustica.com.s48107.gridserver.com/wp-content/uploads/2008/04/london-calling.jpg" border="0" alt="capa" width="240" height="240" align="left" />Entra ano e sai ano, as gravadoras lançam edições especiais de álbuns que venderam horrores e/ou tiveram influência em toda uma geração. Não foi diferente com “London Calling”, dos ingleses The Clash, que em setembro de 2004 saiu em uma edição tripla, que continha o trabalho original remasterizado, um cd com suas demos, mais cinco canções inéditas, e um dvd de imagens raras do seu making-of, performances ao vivo da época de seu lançamento e entrevistas recentes, intercaladas em forma de documentário.</p>
<p>Lançado em dezembro de 1979 na Inglaterra e no mês seguinte nos EUA, “London Calling” não foi um álbum feito para se tornar um clássico, como havia sido o também terceiro LP de Bruce Springsteen, “Born to Run”, de 1975. Depois do fracasso de seu segundo trabalho, o esquecido “Give ‘Em Enough Rope”, a banda tinha rompido relações com seu empresário e estava endividada, após encontrarem um estúdio improvisado que ficava nas dependências de uma fábrica desativada de borracha, compuseram entre maio e junho daquele ano o que seria o embrião do novo álbum. A luta maior era pela sobrevivência e não qualquer satisfação egóica.<span id="more-8"></span></p>
<p>Depois, com o apoio do produtor Guy Stevens, figura notória do movimento mod*, finalizaram em um estúdio profissional as 19 faixas que integrariam o duplo vinyl. Entre cadeiras arremessadas no chão e um banho de vinho sobre as teclas de um piano, Guy fazia de tudo pra manter o gás da banda enquanto tocava. Conseguiu. Enquanto é dificílimo encontrar um cd de 12 canções que tenha qualidade relevante em metade delas, sobra inspiração em todo “London Calling”, que do começo ao fim mantém a mesma dignidade e pique, passeando por ritmos como rockabilly, reggae, ska e jazz.</p>
<p>Foi misturando fatos da história recente (“Spanish Bombs”), ao conformismo do proletariado (“Clampdown”), passando de maneira mais profunda que outras bandas da época por temas como sexo (“Lover’s Rock) e drogas (“Koka Kola”), que o The Clash abriu caminhos para a cena punk no mercado fonográfico norte-americano e emplacou hits como “Train in Vain” (que sequer constava na contra-capa da primeira prensagem do LP). Destaque para a produção de Guy em “Jimmy Jazz” e “The Card Cheat”, que sutilmente lembra David Bowie.</p>
<p>A própria banda proclamou na época que “London Calling” era o último álbum de rock a ser feito, prevendo a explosão do pop na década que começava, e usou a mesma grafia utilizada na capa do primeiro LP de Elvis Presley, de 1956, na qual ele tocava alegremente a um violão, em uma foto tirada por Pennie Smith de Paul Simonon quebrando raivosamente seu baixo, em um concerto em Nova York.</p>
<p>Polêmicas à parte, esse não foi o último álbum do rock, mas com certeza é um dos mais influentes de todos os tempos. Só pra ser ter uma idéia da extensão de sua penetração cultural, não só na música como no cinema, “Train in Vain” foi regravada por Annie Lennox, ícone pop, líder da dupla Eurythmics; “Música de Amor”, da banda alternativa Autoramas, é nitidamente inspirada pela levada de “Lost in the Supermarket”; e “London Calling”, faixa homônima ao disco, foi usada como trilha de um confronto político-social no filme “Billy Elliot”, dirigido por Stephen Daldry.</p>
<p>Edições especiais são mais que bem-vindas quando servem como registros históricos, além de projetos caça-níqueis, que vem a ser o caso de “London Calling – 25th Anniversary Legacy Edition”. Se o cd um é suficiente para comportar um lançamento desse porte, as demos do segundo (“The Vannila Sessions”) e o documentário do dvd (“The Last Testament – The Making of London Calling”), servem para dar idéia aos fãs e estudiosos de música sobre como um trabalho sem maiores pretensões foi feito e acabou se tornando um dos álbuns mais importantes da história da música.</p>
<p>No fim dos anos 80, ele foi eleito pela revista Rolling Stone (a mais famosa publicação de música no mundo), o mais importante disco daquela década; e em dezembro de 2003 foi escolhido pela mesma como o oitavo melhor álbum de todos os tempos. Isso, talvez porque além de ótimas melodias, versos como “London is drowning – and I live by the river” (“Londres está afundando – e eu vivo à beira do rio”) ainda sirvam para reflexão, se adaptados à realidade nacional/mundial na qual vivemos. Depois dele, somente “American Idiot”, dos súditos Green Day, teve a mesma proeza de fazer todo o mundo refletir e cantar em versos a realidade do mundo afligido pela política, no qual vivemos. Todas as honras são merecidas!</p>
<p>Escute uma das faixas:</p>
<p>[display_podcast]</p>
<p>*Mod: abreviação de Modernismo ou Modismo, foi um movimento londrino que dava ênfase à vestimenta e música como seus principais emblemas. Iniciado na década de 50, teve seu auge em meados dos anos 60, com o sucesso de bandas como The Who e de filmes como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.</p>
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		<title>Você viu o show dos Rolling Stones? Então me conte.</title>
		<link>http://www.cafetinaeletroacustica.com/200602/19/rolling-stones/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2006 17:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debb</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Por Debb 
Confesso que desde a notícia do show dos Rolling Stones não fiquei tão animada. Para isto existem várias razões. Eis aqui a primeira delas: show na praia, gratuito (des)organizado pela nossa prefeitura. O mesmo problema de sempre: como chegar e sair de Copacabana no meio de mais de um milhão de pessoas?
No início [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Debb </strong></p>
<p>Confesso que desde a notícia do show dos Rolling Stones não fiquei tão animada. Para isto existem várias razões. Eis aqui a primeira delas: show na praia, gratuito (des)organizado pela nossa prefeitura. O mesmo problema de sempre: como chegar e sair de Copacabana no meio de mais de um milhão de pessoas?</p>
<p>No início fiquei até bastante otimista, peguei um ônibus na porta do meu prédio, o não muito distante bairro de botafogo, e em 15 minutos estava já em Copacabana, sem trânsito e sem confusão, numa hora em que o mesmo trajeto foi feito por cerca de 40 minutos no reveillon 2006. Pensei “os cariocas estão mesmo com medo desse show”. Carioca sabe o que é reveillon de Copacabana, já sabe as regras, já os fervorosos show-maníacos de outras cidades, não. Um ou outro já passou por aqui no reveillon. <span id="more-365"></span></p>
<p>A cara de um dos meus amigos paulistas que estiveram presente aqui no show ao olhar para a Rua Barata Ribeiro já quase 3 horas após o show, nunca esquecerei. Eu disse: “visão do inferno não é?”. Ele não conseguiu nem responder direito.</p>
<p>Algo simbólico como a cor das camisas, que ao invés do branco do reveillon eram em sua maioria pretas, já muda completamente o “clima” da festa, que parece mais ostensivo.</p>
<p>Agora vamos para a segunda razão de minha indigestão… Como se já não bastasse a antipatia das áreas Vips, a desse show conseguiu superar e muito todo e qualquer respeito pelos mais privilegiados. Além de serem mais de 5.000 Vips ocupando toda e qualquer distância visível do show, nesse em particular não tínhamos somente uma área VIP, tínhamos duas! Ora vejam só, agora temos hierarquia em área Vip, então não somente acontece a inveja do público “normal” pela área Vip, como temos também uma invejinha entre os Vips, os de camisetinha verde limão e os de preta. Circulavam como em passarelas pelas ruas de Copacabana. Mas é claro, aliás CLARO mesmo, o show era pra eles, o povo estava lá só para fazer número, porque ver o show era certo que não. Uma atitude muito simples e, não tão cara para um evento desse porte, com tantos interesses econômicos que não o circo do povo, teria amenizado o empurra-empurra das areias: por que não telões em diversas áreas para que os espaços fossem melhor aproveitados? Não, telão é coisa cara! Realmente mudaria muito o orçamento “do maior show de rock da história!”.</p>
<p>De fato telão no palco principal era grande, era lindo, mas infelizmente não era visível por muitos pontos da praia, o que fez com que infelizmente tivesse que disputar um espaço na areia, algo que não pretendia. De cinco em cinco minutos, claro, depois do maldito empurra-empurra de início de show, momento em que todos resolvem se movimentar e que o local onde você assistirá o show não é de sua decisão e sim de onde seu corpo arrastado parar… Mas como eu dizia, antes de me perder na indignação, de cinco em cinco minutos eu via um pedacinho do telão. Stones? Não vi nem um fio de cabelo. Dois palcos né? Onde? Não foi possível perceber. Deve ter sido lindo…</p>
<p>Num pensamento mais catastrófico após ver hoje foto aérea do público no show, me faz pensar que pelo menos os pobres coitados não-vips e “convidados extras” do show, tiveram um pouco de sorte. Não é que não teve arrastão minha gente? Parabéns ao prefeito! Deve ter sido de fato pelo policiamento circulando, que vi somente uma vez e, claro, CLARO, 15 policiais juntos. Nenhum deles estava perto ou visível nas várias vezes em que tive que segurar forte a minha bolsa ou dar uma corridinha pra não ficar em situação ameaçadora e sem celular. Celular que a Claro certamente não me daria outro. Claro!</p>
<p>E voltemos aos Vips, eu me pergunto, qual o propósito mesmo das emissoras terem fascínio pelo tema? Lembro de uma matéria enorme explicando como são selecionados os Vips e de uma frase de uma produtora que dizia “Vip que é Vip não aceita logo de cara, os Vips de verdade não querem ir ao show, você tem que convencê-los”. Não foram certamente essas as palavras, mas a mensagem de que se você é vip ou pretende iniciar carreira, faça cu doce, só assim você será um Vip de verdade. De forma alguma diga que você quer muito ir ao show, isso não é bem visto pelos produtores, caso contrário você entra para a categoria dos “pedintes”, uma espécie de tentativa de emergente mal sucedida.<br />
Tinha medo desse show sendo ruim, minha excelente memória do show desta mesma banda em 1998 nas turnê Brigdes to Babylon, ficasse estragada, mas felizmente não (eu não vi o show, lembram?)<br />
O palco do show de 1998 não se compara, a energia então era indiscutivelmente maior. Um dos melhores shows da minha vida. Eu entre meus 18 e 20 anos tive a oportunidade de assistir os shows mais disputados desta semana, U2 e Rolling Stones naquela época, sendo que um deles (U2) já demonstrava o início da catástrofe dos futuros shows de rock de grande porte (levei 4 horas para chegar em casa de um trajeto de 40 minutos). Eu tenho na verdade pena, e sinceramente bate uma forte melancolia nesse momento, em pensar que muitos amigos alguns anos mais novos, não puderam pegar essa fase de grandes shows há quase dez anos atrás. Fico triste em pensar que essa será a memória de show dos Stones.</p>
<p>“Ah bom e o show? Não vai falar algo dele?” Como poderia? Não vi, não senti. Gravei da televisão, talvez veja algo legal. A verdade é que não faço nem questão de ver no momento. Sabe qual será a sensação? A de “o show que eu não vi”, logo eu, que precisa de bons shows quase que como uma energia vital. Tipo de coisa que dá depressão.</p>
<p>Quer saber como foi o show mesmo? Pergunte aos Vips, o show era para eles. Crítica mal-humorada, mas sincera. Talvez eu mude um pouco de opinião em alguns dias. Ou não…</p>
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