Take this dance - o novo videoclipe?

Por Beatriz Folly (Lado Bê)

takethisdance.jpg

Por que fazer videoclipes como há 20 anos atrás se eles são vistos por pessoas e maneiras diferentes dos anos 80? É justamente isso que o projeto final do alemão Thorsten Konrad, põe em cheque. O projeto pode ser visto na íntegra no site takethisdance.com.

Levando em conta que mais da metade das pessoas que assistem videoclipe o fazem através da web e não da TV, porque não usar os infindáveis recursos que a web (2.0 particularmente) pode oferecer para fazer o clipe? Essa história é muito bem ilustrada na introdução do site. Ele não só propõe, mas executa essa idéia bárbara. Thorsten utiliza APIs do Geonames, Flickr e do Google no vídeo, mostrando informações geradas por estes sites em tempo real. Desta forma, o vídeo é sempre diferente não importa quantas vezes ele seja assistido.

Será isso um pontapé inicial para uma nova geração de videoclipe? Acredito que pessoas como ele sejam parte da razão que o programa com audiência mais alta da MTV brasileira seja o Beija Sapo.

Escuta e MP3

Por Giuliano Obici

CODIFICAÇÃO DO SONORO: MP3
MP3, ou MPEG Layer 3, é um algoritmo de codificação digital baseado em uma técnica de compressão de dados audiovisuais. Ele foi um dos primeiros tipos de compilação que conseguiu comprimir arquivos de áudio com eficiência significativa. A redução no tamanho do arquivo é de cerca de 90%, dependendo do algoritmo usado, e sua qualidade se aproxima à de um CD.

A compressão dada pelos algoritmos está fundamentada em estudos de psicoacústica. As partes do sinal sonoro que percebemos com maior distinção são codificadas com alta precisão, enquanto as freqüências sonoras às quais temos menos sensibilidade sofrem compressão menor. As regiões que fogem de nosso campo de percepção, por sua vez, são descartadas ou substituidas. Isso se dá “através de bancos de filtros, quantização, compressão entrópica e exploração da redundância nos dois canais de som estéreo”. Dizendo de outro modo, o MP3 tem a função de extrair informações do sinal que fisiologicamente não conseguimos captar, por causa dos fenômenos de mascaramento e das limitações da audição humana. Leia mais…

Hipersônica: escutas e dispositivos coletivos multimidiáticos

Por Giuliano Obici

O Hipersônica, versão audiovisual em tempo real do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) que aconteceu no dias 5 e 6 de Novembro de 2005 em São Paulo propiciou uma experiência singular de imersão sonora e imagética. O evento reuniu na Casa das Caldeiras sete espaços de performance operados simultaneamente durante quase 12 horas ininterruptas.

Longe de ser comparado as tradicionais festas urbanas ou mostras de arte o Hipersônica se configurou em um ambiente multimidiático composto por aparatos tecnológicos onde a linguagem eletrônica se fez presente. Um possível presságio do que possa vir a se tornar os ambientes das festas, pubs, boates, teatros e galerias num futuro breve.

Passado algum tempo do evento em São Paulo, perguntas ainda ecoam a respeito do que representa à escuta uma mostra como o Hipersônica. Que lugar de escuta ele propicia? O que os meios eletrônicos possibilitam à percepção auditiva? Que tipo de implicação coletiva se produz? Tais perguntas podem não fazer sentido para alguns, no entanto, possibilitam pensar sobre o lugar que a percepção auditiva ocupa nos ambientes em que a tecnologia é utilizada com maior vigor. Leia mais…

Kraftwerk - Trans-europe express (1977)

Por Willy Moura

capaÉ complicado escolher um único álbum do Kraftwerk para escrever sobre. Afinal, desde 1974, foram quase dez anos de uma evolução histórica coesa, coerente e – ao que parece – milimetricamente planejada.

Nesse sentido, Trans-Europe Express destaca-se como um ponto médio perfeito entre dois extremos muito importantes de uma obra dinâmica, cujo marco inicial é o experimentalismo orquestral sinfônico do quarto álbum – quase todo instrumental e o primeiro inteiramente desprovido de componentes acústicos –, o revolucionário Autobahn (1974), e se encerra no último registro de estúdio essencialmente relevante, na atmosfera pop não óbvia do superdançante Computer World (1981). Foi uma década em que se desenharam, sem exagero, todos os rumos da música eletrônica para pelo menos trinta anos concomitantes e subseqüentes.Nesse sentido, para marinheiros de primeira viagem, talvez fosse mais interessante indicar o antológico antecessor, Radio-Activity (1975), ou o sucessor, um histérico elenco de clássicos absolutos de toda a História da música contemporânea intitulado The Man-Machine (1978). Leia mais…

VJs: onde tudo começou

Por Tomas Seferin

A sincronia áudio-vídeo não é tão recente quanto alguns possam pensar. A história do videoclipe se entrelaça com a do cinema e a da animação.

O conceito da música acompanhada de imagens existe desde os anos 30. Oskar Fischinger e Norman McLaren juntavam música com imagem por meio de técnicas primitivas de stop-motion ou simplesmente riscando a película, com resultados ultrafuturistas, comparáveis com o que é produzido hoje em dia. Ambos trabalhavam em colaboração com compositores clássicos e jazzistas como Oscar Peterson, criando um produto bissensorial. Além de serem os pais da animação sincronizada, foram criadores de várias outras técnicas de animação. Leia mais…

Vida Eletrônica

Por João Francisco

Algo chama atenção na publicidade espalhada pela rua. Lembra da campanha do MC Donald’s “Amo muito tudo isso?” Trazia a foto de uns sujeitos soltos, flutuando como se estivessem numa órbita desfigurada, sem chão. Engraçado que o MC Donald’s, conhecido por seus hambúrgueres gordurosos (heavy) investisse numa imagem assim tão… leve. E essa propaganda mais recente do Nokia Trends? Quem é do Rio ou SP, viu. Exibia pessoas dançando com aquela “aura” deslocando do corpo, aludindo ao movimento e à vibração. Parecia fazer referência ao modo como estamos existindo por aí em nossas vidas mesmo. De certo modo um pouco fora de nossos corpos. Meio “desmaterializados”. Idéia estranha? Mas não é esquisito pensar que agora ocupamos - além do surrado 3×4 na carteira de identidade, um lugar ao sol (melhor dizendo, ao elétron) em orkuts, fotologs, blogs, msn, sites, páginas e páginas com links para outras páginas. Pilhas e pilhas de arquivos digitais acessados em celulares que produzem fotos, que gravam cenas, que transportam mais arquivos para outras páginas - com o nosso link, com o nosso nome, com a nossa cara. Não te parece excitante? Não te parece comum? Leia mais…



Creative Commons License

site Cafetina Eletroacústica por Debora Baldelli (editora) e autores colaboradores usa a licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License