Take this dance - o novo videoclipe?

Por Beatriz Folly (Lado Bê)

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Por que fazer videoclipes como há 20 anos atrás se eles são vistos por pessoas e maneiras diferentes dos anos 80? É justamente isso que o projeto final do alemão Thorsten Konrad, põe em cheque. O projeto pode ser visto na íntegra no site takethisdance.com.

Levando em conta que mais da metade das pessoas que assistem videoclipe o fazem através da web e não da TV, porque não usar os infindáveis recursos que a web (2.0 particularmente) pode oferecer para fazer o clipe? Essa história é muito bem ilustrada na introdução do site. Ele não só propõe, mas executa essa idéia bárbara. Thorsten utiliza APIs do Geonames, Flickr e do Google no vídeo, mostrando informações geradas por estes sites em tempo real. Desta forma, o vídeo é sempre diferente não importa quantas vezes ele seja assistido.

Será isso um pontapé inicial para uma nova geração de videoclipe? Acredito que pessoas como ele sejam parte da razão que o programa com audiência mais alta da MTV brasileira seja o Beija Sapo.

VJs: onde tudo começou

Por Tomas Seferin

A sincronia áudio-vídeo não é tão recente quanto alguns possam pensar. A história do videoclipe se entrelaça com a do cinema e a da animação.

O conceito da música acompanhada de imagens existe desde os anos 30. Oskar Fischinger e Norman McLaren juntavam música com imagem por meio de técnicas primitivas de stop-motion ou simplesmente riscando a película, com resultados ultrafuturistas, comparáveis com o que é produzido hoje em dia. Ambos trabalhavam em colaboração com compositores clássicos e jazzistas como Oscar Peterson, criando um produto bissensorial. Além de serem os pais da animação sincronizada, foram criadores de várias outras técnicas de animação. Leia mais…



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